Ibovespa retoma 120 mil pontos com Vale e Petrobras em destaque; dólar recua

No Brasil, o ministro da Economia, Paulo Guedes, falou sobre a possibilidade da criação de um novo programa emergencial para beneficiar 30 milhões de pessoas

Leonardo Guimarães, do CNN Brasil Business, em São Paulo
05 de fevereiro de 2021 às 09:14 | Atualizado 05 de fevereiro de 2021 às 19:11
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Foto: Reuters/Lee Jae-Won

As negociações do último dia da semana no mercado acionário brasileiro foram animadas. O Ibovespa avançou 0,82% na sexta-feira (5), para 120.240 pontos, e registrou valorização semanal superior a 3%. 

Já o dólar fechou em queda de 1,19%, a R$ 5,3849, apresentando perda semanal de 1,71% contra a divisa brasileira.

A tentativa do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, de sancionar um pacote de auxílio de US$ 1,9 trilhão devido ao coronavírus ganhou ímpeto nesta sexta-feira, quando o Senado dos EUA aprovou um plano orçamentário que permite que os democratas avancem a lei no Congresso nas próximas semanas com ou sem apoio dos republicanos.

No mercado nacional, as ações da Petrobras (PETR3, PETR4) chegaram a subir pelo menos 3% e puxaram o Ibovespa durante algumas horas depois que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) reiterar que não vai interferir na política de preços da companhia. Fecharam o dia com alta de 1,4% e 0,6%, respectivamente.

Já a Vale (VALE3) avançou 3,81% um dia depois de assinar acordo com governo de Minas Gerais para reparar os danos de Brumadinho. A alta, no entanto, foi graças ao aquecimento dos setores de mineração e siderurgia. 

A sexta também foi dia de estreias na bolsa paulista. E estreia com o pé direito. As ações da Mobly (MBLY3) saltaram mais de 25,7% no primeiro dia de negociações depois do IPO precificado em R$ 21 por papel. O avanço chegou a superar os 30%. 

Já as ações da Mosaico (MOSI3) avançaram 96,97% depois de um IPO que levantou R$ 1,2 bilhão. 

Na próxima semana, as atenções devem se voltar para a precificação amplamente esperada do IPO da unidade de mineração da CSN, agendada para dia 12. Antes, na segunda-feira (8) estreia a produtora de açúcar e etanol Jalles Machado e a Focus Energia.

Apesar disso, o mercado continua preocupado com os gastos públicos depois que o ministro da Economia, Paulo Guedes, falou sobre a possibilidade da criação de um novo programa emergencial para beneficiar 30 milhões de pessoas. 

Após reunião com os presidentes do Senado, Rodrigo Pacheco, e da Câmara, Arthur Lira, Guedes disse que o programa pode ser criado “desde que seja dentro de um novo marco fiscal, robusto o suficiente para enfrentar desequilíbrios''. A ideia seria incluir na PEC Emergencial um mecanismo de calamidade que permita “atender algumas coisas, travando outras”. 

Lá fora 

O S&P 500 e o Nasdaq operaram em máximas recordes diante de sinais de avanço na direção de mais estímulo econômico, enquanto o relatório de emprego confirmou que o mercado de trabalho está se estabilizando nos Estados Unidos.

O Dow Jones Industrial Average subiu 0,30% ao final da sessão, enquanto o S&P 500 teve alta de 0,40% e o Nasdaq Composite avançou 0,57%.

As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em alta nesta sexta-feira, 5, na esteira do rali dos mercados de Nova York, que ontem renovaram máximas históricas após dados macroeconômicos positivos dos EUA.

O índice japonês Nikkei subiu 1,54% em Tóquio hoje, a 28.779,19 pontos, impulsionado por ações de transportes e do setor imobiliário, enquanto o sul-coreano Kospi avançou 1,07% em Seul, a 3.120,63 pontos, o Hang Seng se valorizou 0,60% em Hong Kong, a 29.288,68 pontos, e o Taiex registrou ganho de 0,61% em Taiwan, a 15.802,40 pontos.

O apetite por risco predominou na Ásia depois de as bolsas de Nova York subirem mais de 1% ontem e os índices S&P 500 e Nasdaq fecharem em novas máximas recordes, em reação a dados animadores dos EUA que sugerem recuperação da maior economia do mundo, após o impacto da pandemia de Covid-19.

(Com informações da Reuters)