Bolsonaro se reunirá com presidente da Câmara para debater auxílio a vulneráveis

"O povo está empobrecendo, perdendo o seu poder de compra e devemos buscar uma solução para isso e não passa apenas pelo presidente", diz sobre inflação

CNN Brasil
08 de fevereiro de 2021 às 12:04 | Atualizado 08 de fevereiro de 2021 às 15:15
Presidente Jair Bolsonaro
Foto: Mateus Bonomi/Agif - Agência De Fotografia/Estadão Conteúdo


 

O presidente Jair Bolsonaro vai se encontrar com o novo presidente da Câmara, Arthur Lira, para discutir a criação ou a manutenção de um auxílio a pessoas financeiramente vulneráveis. Em entrevista, Bolsonaro afirmou que o encontro deve acontecer nas próximas horas ou, no máximo, amanhã. "[Ele] quer resolver também", disse. "Agora, não são soluções fáceis."

O auxílio emergencial, no ano passado, beneficiou mais de 65 milhões de pessoas com parcelas de R$ 600 e de R$ 300 para ajudá-las a atravessar o pior momento da pandemia do novo coronavírus. "Já se fala em possível, umas novas parcelas do auxílio emergencial. Mas auxílio emergencial tem um limite", afirmou.

Outro ponto que Bolsonaro chama atenção é para a inflação. Segundo o presidente, alimentos essenciais da cesta básica, como arroz e óleo de cozinha, subiram em média 20%. "Então, o povo está empobrecendo, perdendo o seu poder de compra e devemos buscar uma solução para isso e não passa apenas pelo presidente da República", disse.

 

De acordo com boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (8), a projeção dos analistas do mercado financeiro para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) de 2021 subiu para 3,60%, ante 3,53% e 3,34% há uma semana e há um mês, respectivamente. Essa é a quinta alta consecutiva na estimativa do índice. 

É bom lembrar que um dos principais objetivos do Banco Central, por meio do Comitê de Política Monetária (Copom), é manter a inflação sob controle. Isso é feito, em geral, com alta de juros. Para este ano, é esperado que o BC inicie o movimento de elevação do juros básicos, de forma que a Selic encerre 2021 em 3,50% ao ano. 

(Publicado por Natália Flach)