Inclusão de profissionais de todas as idades está no radar de 72% das empresas

Assim como no filme "O senhor estagiário", as empresas brasileiras estão bem preparadas para ambientes de trabalho multigeracionais

Estela Aguiar*, do CNN Brasil Business, em São Paulo
24 de fevereiro de 2021 às 12:59 | Atualizado 24 de fevereiro de 2021 às 13:46
Um Senhor Estagiário
Robert De Niro em cena no filme "Um Senhor Estagiário", (2015), disponível na Netflix
Foto: Divulgação

Estrelado por Robert de Niro e Anne Hathaway, o filme “Um senhor estagiário” evidencia o quanto colaboradores de todas as idades podem contribuir para uma cultura organizacional harmônica e com cultura inclusiva. Ao que tudo indica, as empresas que atuam no Brasil seguem à risca essa receita. Segundo o relatório Novo Pacto Social: Empregadores Amigáveis a Todas as Idades, desenvolvido pelo Instituto de Longevidade Mongeral Aegon, 72% das companhias do país possuem iniciativas para incentivar a inclusão de profissionais de todas as faixas etárias.

Cerca de 42% dos entrevistados afirmaram trabalhar em um local imparcial, que reconhece funcionários de todas as idades e desencoraja a discriminação relacionada à faixa etária. Além disso, 25% declararam que as companhias tinham uma cultura inclusiva, ouvindo as contribuições de trabalhadores de todas as idades e valorizando um ambiente de trabalho com diferentes gerações.

Esse cenário coloca o Brasil na quarta colocação de países com empresas mais bem preparadas para ambientes de trabalho multigeracionais — atrás apenas de Índia (93%), China (90%) e Turquia (73%). Por sua vez, está à frente da França (48%) e da Alemanha (50%). 

“Locais de trabalho inclusivos a todas as idades são uma das maneiras de garantir que essas pessoas se sintam apoiadas para se aposentarem em fases, além de possibilitar que todos contribuam e permaneçam economicamente ativos por mais tempo. É um jogo em que todos ganham”, explica Leandro Palmeira, diretor de Pesquisa do Instituto de Longevidade Mongeral Aegon, em nota.

Salários

Se por um lado há inclusão, por outro, tem má remuneração. O estudo mostra que, no Brasil, 40% dos entrevistados afirmam que o salário é baixo. Cerca de 33% estão concentrados em pagar dívidas e 24% estão poupando para prioridades imediatas.

*Com supervisão de Natália Flach