Desemprego cai para 13,9% no quarto tri, mas taxa anual é a maior da história

Ao todo, a população desocupada era de 13,9 milhões de pessoas

Natália Flach, do CNN Brasil Business, em São Paulo
26 de fevereiro de 2021 às 09:02 | Atualizado 26 de fevereiro de 2021 às 15:45

O desemprego recuou no Brasil. De outubro a dezembro de 2020, a taxa de desocupação alcançou 13,9%, percentual menor do que os 14,6% do trimestre imediatamente anterior, de acordo Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No entanto, aumentou 3 pontos percentuais na comparação com o trimestre de outubro a dezembro de 2019 (de 11%).

Já a taxa média anual aumentou de 11,9%, em 2019, para 13,5%, em 2020, a maior da série iniciada em 2012. 

Ao todo, a população desocupada era de 13,9 milhões de pessoas — ficando estável frente ao trimestre móvel anterior (de 14,1 milhões de pessoas) e cresceu 19,7% (2,3 milhões de pessoas a mais) em relação ao mesmo trimestre de 2019 (11,6 milhões).

Desse modo, a média anual de desocupados ficou em 13,4 milhões, a maior da série anual, e aumentou 6,7% (mais 840 mil pessoas) em relação a 2019.

Já a população ocupada (86,2 milhões) aumentou 4,5% (mais 3,7 milhões de pessoas) em relação ao trimestre anterior e caiu 8,9% (menos 8,4 milhões de pessoas) frente ao mesmo trimestre de 2019. Na média anual, a população ocupada chegou a 86,1 milhões, o menor contingente da série anual, e ficou 7,9% abaixo (menos 7,3 milhões de pessoas) da média de 2019.

Força de trabalho

Foto: Washington Alves/Reuters

O número de empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado, estimado em 29,9 milhões de pessoas, cresceu 1,8% (mais de 519 mil pessoas) frente ao trimestre anterior. Já na comparação com o trimestre de outubro a dezembro de 2019, o contingente caiu 11,2% (menos 3,8 milhões de pessoas). A média anual ficou em 30,6 milhões de pessoas, menor contingente da série anual, e recuou 7,8% (menos 2,6 milhões) em relação a 2019.

O número de empregados sem carteira assinada no setor privado (10 milhões de pessoas) subiu 10,8% (mais 973 mil pessoas) em relação ao trimestre móvel anterior e recuou 15,8% (menos 1,9 milhão) ante o mesmo trimestre de 2019. A média anual foi de 9,7 milhões de pessoas, menor contingente da série anual, e caiu 16,5% (menos 1,9 milhão) em relação a 2019.

O número de trabalhadores por conta própria (23,3 milhões de pessoas) subiu 6,8% (mais 1,5 milhão de pessoas) frente ao trimestre móvel anterior. Já em relação ao mesmo período de 2019, houve uma redução de 5,2% (menos 1,3 milhão de pessoas). A média anual chegou a 22,7 milhões e caiu 6,2% (menos 1,5 milhão de pessoas) em relação a 2019.

A única categoria da ocupação com aumento no número de trabalhadores em um ano foi o setor público, com 521 mil ocupados a mais no trimestre terminado em dezembro de 2020 ante o trimestre encerrado em dezembro de 2019. Na comparação com o trimestre até setembro de 2020, foram abertas 333 mil vagas.

Renda domiciliar

A renda domiciliar per capita nominal mensal ficou em R$ 1.380 no país em 2020. No ano de 2019, a renda domiciliar per capita nominal mensal tinha sido mais elevada, de R$ 1.439.

As informações são enviadas pelo instituto ao Tribunal de Contas da União (TCU), como forma de atender à Lei Complementar 143/2013, que estabelece os critérios de rateio do Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal.

No ano de 2020, a renda domiciliar per capita mais alta foi registrada no Distrito Federal, de R$ 2.475, enquanto a mais baixa era a do Maranhão, R$ 676.

Em São Paulo, a renda per capita nominal alcançou R$ 1.814. No Rio de Janeiro, o rendimento ficou em R$ 1.723, e em Minas Gerais, foi de R$ 1.314.

Os rendimentos domiciliares são obtidos pela soma dos rendimentos do trabalho e de outras fontes recebidos por cada morador no mês de referência da pesquisa, explicou o IBGE. O rendimento domiciliar per capita é a divisão dos rendimentos domiciliares pelo total dos moradores.

(Com Estadão Conteúdo)