Preço médio do etanol sobe em 25 estados e no DF; gasolina é mais competitiva

Apenas Minas Gerais registrou queda, de 0,05%. Nos postos pesquisados pela ANP, o preço médio do etanol subiu 1,53% nesta semana ante a anterior

Agência Estado
19 de março de 2021 às 19:33
Carro abastecendo em posto de gasolina
Litro da gasolina foi comercializado nas bombas por, em média, R$ 3,80. (29.mai.2018)
Foto: REUTERS/Sergio Moraes

 

Os preços médios do etanol hidratado subiram em 25 estados e no Distrito Federal na última semana, de acordo com levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) compilado pelo AE-Taxas.

Apenas Minas Gerais registrou queda, de 0,05%. Nos postos pesquisados pela ANP, o preço médio do etanol subiu 1,53% nesta semana ante a anterior, de R$ 4,121 para R$ 4,184 o litro.

 

Em São Paulo, principal estado produtor, consumidor e com mais postos avaliados, a cotação média do hidratado ficou em R$ 3,981, alta de 0,81% ante a semana anterior.

O preço mínimo registrado na semana passada para o etanol em um posto foi de R$ 2,859 o litro, em São Paulo, e o menor preço médio estadual, de R$ 3,981, foi verificado no mesmo Estado. O maior preço médio, de R$ 5,960 o litro, foi verificado em um posto do Acre. E o preço máximo foi no Rio Grande do Sul, de R$ 6,578.

Na comparação mensal, o preço médio do biocombustível no país avançou 26,37%. O estado com maior alta no período foi o Acre, onde o litro subiu 42,93%, de R$ 4,170 para R$ 4,803. Na apuração mensal, todos os Estados apurados e o Distrito Federal apresentaram valorização do biocombustível - no Amapá não houve apuração na mesma semana do mês anterior, portanto não foi possível comparar.

Gasolina mais competitiva do que o etanol

Os preços médios do etanol nesta semana perderam vantagem ante os da gasolina em todos os estados brasileiros ou no Distrito Federal, segundo o levantamento da ANP compilado pelo AE-Taxas.

O estudo considera que o etanol de cana ou de milho, por ter menor poder calorífico, tenha um preço limite de 70% do derivado de petróleo nos postos para ser considerado vantajoso.

Na média dos postos pesquisados no país, a paridade é de 74,82% entre os preços médios de etanol e gasolina.