Empresas ajudam famílias carentes com doação em criptomoedas

Com uma renda diária que varia de US$ 2 a US$ 5, as pessoas podem transferir a quantia para suas contas bancárias e fazer pedidos em apps de delivery

Tamires Vitorio, do CNN Brasil Business, em São Paulo
21 de março de 2021 às 05:00
Criptomoedas
Foto: Reuters/Dado Ruvic

Algumas famílias vulneráveis espalhadas pelo Brasil poderão pagar seus boletos ou pedir um delivery usando criptomoedas, em transações completamente online, feitas pelo smartphone. Elas podem, inclusive, transferir a quantia para suas contas bancárias. 

Isso tudo é possível graças a uma parceria entre a Bitfy, carteira de critpomoedas que permite acesso a elas no mundo real, e a impactMarket, infraestrutura aberta de CrowdFinance de impacto social que distribui uma renda básica incondicional (UBI) em Celo Dólar (cUSD). 

"Queremos que todos aproveitem a tecnologia das criptomoedas, e não só como uma forma de investimento", afirma Lucas Schoch, CEO da Bitfy. Com o dinheiro, os beneficiados compraram televisão e celular novo e até itens mais corriqueiros, como vassouras.

A ImpactMarket estima que 10 mil brasileiros de comunidades carentes já foram beneficiados. Somente em uma comunidade de Lauro de Freitas, na Bahia, foram 1.000 famílias atendidas, que recebem o equivalente a R$ 250 por mês. 

A impactMarket envia o dinheiro para as pessoas no Brasil pelo blockchain, em uma transferência realizada de carteira para carteira. "Eles recebem tudo dentro da Bitfy e, com esse dinheiro, conseguem pagar boletos e realizar pagamentos dentro das máquinas da Cielo. Com isso, fizemos as pessoas entrarem dentro da economia real, com o objetivo de tirar as pessoas da vulnerabilidade e desenvolver o local em que elas moram", diz o CEO da Bitfy.