Banco Mundial cobra G-20 a encorajar credores a aderirem a alívio de dívidas

Entre maio e dezembro do ano passado, 43 governos conseguiram adiar o vencimento de cerca de US$ 6 bilhões, diz David Malpass, presidente do Banco Mundial

Por André Marinho, do Estadão Conteúdo
29 de março de 2021 às 16:06 | Atualizado 29 de março de 2021 às 17:11
Cúpula dos líderes do G20 em Osaka, Japão, em 2019
Cúpula dos líderes do G20 em Osaka, Japão, em 2019
Foto: Alan Santos/PR (29.jun.2019)

O presidente do Banco Mundial, David Malpass, defendeu nesta segunda-feira (29), que os países do G-20 tomem mais ações para encorajar credores bilaterais privados a aderirem ao programa de postergação de pagamento de dívidas a nações pobres. "O alívio de dívida tem sido menor que o esperado", afirmou, em evento virtual da London School of Economics (LSE).

Segundo Malpass, entre maio e dezembro do ano passado, 43 governos conseguiram adiar o vencimento de cerca de US$ 6 bilhões. No entanto, o economista americano explicou que o impacto da medida tem ficado aquém das expectativas porque detentores de títulos soberanos privados seguem cobrando os passivos, mesmo em meio à crise provocada pelo coronavírus.

Malpass acrescentou que a pandemia exacerbou pressões fiscais em países em desenvolvimento, que já registravam problemas antes da emergência da Covid-19.

Na visão dele, as economias desenvolvidas precisam encontrar maneiras de incentivar de forma mais enérgica a participação na iniciativa de alívio.

O líder do Banco Mundial também ressaltou que uma das prioridades da instituição, no momento, é elevar a ajuda financeira a projetos ligados ao clima.

De acordo com ele, a meta é ter 35% de todo o financiamento em investimentos a iniciativas nessa área.