Emprego é objetivo de plano de infraestrutura, diz assessor econômico de Biden

Diversas autoridades do governo compareceram a programas de televisão neste domingo para promover o projeto, que sofre dura oposição dos republicanos

Da Reuters
04 de abril de 2021 às 13:47 | Atualizado 04 de abril de 2021 às 13:50
Desemprego; Estados Unidos; Target
Desempregados preenchem cadastro para concorrer a emprego
Foto: Reuters/Robert Galbraith

O plano de infraestrutura avaliado em US$ 2 trilhões anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, contém investimentos que promoverão o crescimento do emprego em curto e longo prazos, incluindo pagamento de creches para que mais pessoas voltem ao trabalho, disse o principal assessor econômico de Biden neste domingo (4).

O plano de Biden para revitalizar a infraestrutura dos EUA foi projetado para criar mais empregos e manter a economia aquecida enquanto o país se recupera da pandemia do coronavírus, disse Brian Deese, diretor do Conselho Econômico Nacional, em uma entrevista ao programa "Fox News Sunday".

"Mas também vamos pensar a longo prazo, sobre onde esses investimentos que faremos irão impulsionar não apenas mais empregos, mas um crescimento sustentável do emprego, não apenas mais empregos no curto prazo, mas crescimento do número de postos de trabalho no longo prazo. E faremos isso investindo na nossa infraestrutura e em pesquisa e desenvolvimento, de uma forma que não fazemos desde a década de 1960”, disse.

Deese foi um em meio a diversas autoridades do governo Biden que compareceram a programas de televisão neste domingo para promover o plano de infraestrutura, que atraiu forte oposição dos republicanos por ser muito caro e amplo.

O senador republicano Roy Blunt pediu ao governo que reduza o plano, se concentrando no básico. "Se olharmos para estradas, pontes, portos e aeroportos, e talvez até sistemas de água subterrânea e banda larga, você ainda estaria falando sobre menos de 30% de todo este pacote", disse Blunt no programa da Fox.

O senador disse acreditar que um plano menos ambicioso, de cerca de US$ 615 bilhões, seria mais palatável para ser votado pelos seus colegas republicanos no Congresso.