Gestores latino-americanos estão mais otimistas com real, mostra Bank of America

A melhora do sentimento ocorreu depois da apreciação da taxa de câmbio nas últimas semanas

José de Castro, da Reuters
18 de maio de 2021 às 14:25
Logo do Bank of America (BofA) em Nova York (30/01/2019)
Foto: Carlo Allegri/Reuters

Gestores da América Latina estão mais otimistas em relação à taxa de câmbio brasileira e apostam que o real terá o melhor desempenho regional nos próximos seis meses, com uma agora maioria vendo o dólar abaixo de R$ 5,30 ao fim deste ano, mostrou uma pesquisa do Bank of America nesta terça-feira (18).

A melhora do sentimento ocorreu depois da apreciação da taxa de câmbio nas últimas semanas. O dólar futuro caiu 9,7% entre a máxima de 13 de abril, acima de R$ 5,76, e a mínima do último dia 10 (R$ 5,2065).

Em maio, o real sobe 3,5%, melhor desempenho latino-americano e o segundo do mundo, atrás apenas do florim húngaro, que ganha 4,4% no período. A queda da divisa brasileira no acumulado de 2021 --que chegou a 10,4% em 9 de março-- agora está em 1,2%.

E mais ganhos podem estar à frente. De acordo com a sondagem do BofA, 45% dos profissionais consultados esperam que o real seja a moeda de melhor performance nos próximo seis meses. O dólar norte-americano vem atrás, com pouco mais de 20%, seguido por euro, renminbi e peso mexicano.

A pesquisa mostrou ainda que 60% dos participantes projetam que o dólar ficará abaixo de R$ 5,30 ao fim de 2021, o dobro da porcentagem do estudo anterior (31%). Chama atenção o aumento da fatia dos que preveem que o dólar ficará entre R$ 4,81 e R$ 5,10, que saiu de menos de 10% em abril para mais de 20% em maio.

Ao mesmo tempo, os consultados abandonaram estimativas de que o dólar terminaria o ano entre R$ 5,61 e R$ 5,90 e entre R$ 5,91 e R$ 6,20.

Um total de 33 painelistas com aproximadamente US$ 112 bilhões em ativos sob gestão participou da pesquisa para a América Latina.