Usina Angra 1 volta a operar após mais de um mês de paralisação

O Brasil está enfrentando a pior seca dos últimos 91 anos e vem ligando praticamente todas as térmicas disponíveis

Denise Luna, do Estadão Conteúdo
19 de maio de 2021 às 12:44
Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto, com Angra 1 (E) e Angra 2 (D)
Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto, com Angra 1 à esquerda, Angra 2 à direita e Angra 3 ao fundo
Foto: Divulgação/Mike Peel

 A Usina Nuclear Angra 1 foi reconectada ao Sistema Interligado Nacional (SIN) na terça-feira (18), à 1h55, após parada para reabastecimento, informou a Eletronuclear. A volta foi antecipada em três dias, depois de um acordo com o Operador Nacional do Sistema (ONS).

A usina vai atingir 100% da sua potência (640 MW) na sexta-feira, 21. De acordo com o presidente da Eletronuclear, Leonam Guimarães, a volta da operação de Angra 1 é especialmente importante no momento atual, em que o País enfrenta uma crise hidrológica grave.

"Estamos entrando no período seco, que vai até novembro. Isso significa que a tendência é contarmos ainda menos com as hidrelétricas no futuro próximo. Nesse contexto, a geração de Angra 1 será fundamental para garantir segurança de abastecimento ao SIN", avalia Guimarães.

O Brasil está enfrentando a pior seca dos últimos 91 anos e vem ligando praticamente todas as térmicas disponíveis.

A unidade foi desligada no dia 16 de abril para a troca de um terço do combustível. Também foram realizadas inspeção e manutenção periódicas, além de modificações no projeto (extensão da vida útil), que precisam ser feitas com a usina desligada, disse a estatal subsidiária da Eletrobrás. Quase três mil tarefas foram executadas durante o período.