BC deve elevar projeção para o PIB de 2021 em direção a 4%, diz Campos Neto

Até o momento, a projeção oficial do BC é de alta de 3,6% no PIB

Anna Russi, do CNN Brasil Business, em Brasília
24 de maio de 2021 às 16:23 | Atualizado 24 de maio de 2021 às 16:23
O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto
O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto (19.dez.2019)
Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

 

Ao destacar que o mercado financeiro voltou a elevar suas previsões para o crescimento econômico deste ano, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou que a autoridade monetária deve seguir pelo mesmo caminho e elevar a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2021. 

"Estamos indo em direção a 4%. O Banco Central também. Vale comentar que o primeiro trimestre surpreendeu bastante", disse em conversa virtual nesta segunda-feira (24) promovida pela empresa de private equity EB Capital. "Os que são mais otimistas com o segundo semestre vão ter um número um pouco acima de 4%", completou. 

Até o momento, a projeção oficial do BC é de alta de 3,6% no PIB. A revisão deve sair no fim de junho, quando será divulgado o Relatório de Inflação do segundo trimestre.

Já as expectativas do mercado financeiro estão em 3,52%, de acordo com a última edição do Boletim Focus. O mercado financeiro voltou a elevar a expectativa para o desempenho do PIB no início de maio. Nos meses anteriores, a estimativa chegou a 3%. 

Imunização vai acelerar

Apesar de admitir que o ritmo de vacinação do Brasil está "menor do que o esperado", por conta da falta de insumos, Campos Neto voltou a prever aceleração da imunização da população brasileira em junho. 

"Se 40 milhões forem aplicados em junho, como anunciado hoje, vamos ganhar uma aceleração grande. Isso é importante porque começamos a fazer as contas com os micro dados de outros países mais avançados, e é isso que tira o efeito medo da economia. Tivemos notícias boas de compra de vacina e esperamos uma aceleração grande ai em junho, como foi anunciado", comentou. 

Ele defendeu ainda que a imunização é a solução para a reabertura das economias. "Europa começou a acelerar a vacinação, a Alemanha e a China estão acelerando", exemplificou.