Economia alemã encolhe no 1º tri com alta da poupança e restrições por Covid-19

A renda disponível para as famílias alemãs aumentaram ligeiramente uma vez que o governo injetou bilhões de euros em esquemas de proteção ao emprego e auxílios

Michael Nienaber, da Reuters
25 de maio de 2021 às 10:38
Cúpula de Líderes sobre o Clima
A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, na reunião virtual da Cúpula de Líderes sobre o Clima
Foto: Reprodução/CNN Brasil (22.abr,2021)

A economia da Alemanha encolheu mais do que o esperado no primeiro trimestre uma vez que as restrições relacionadas ao coronavírus levaram as famílias a colocar mais dinheiro do que nunca na poupança, mostraram dados nesta terça-feira (25).

A maior economia da Europa contraiu 1,8% em relação ao trimestre anterior e 3,1% na comparação anual, disse a Agência Federal de Estatísticas. As expectativas em pesquisa da Reuters eram respectivamente de quedas de 1,7% e 3,0%, e as leituras foram significativamente mais fracas do que a média da zona do euro.

A renda disponível para as famílias alemãs aumentaram ligeiramente uma vez que o governo injetou bilhões de euros em esquemas de proteção ao emprego e auxílios em dinheiro. Mas as contenções ligadas às medidas para restringir a pandemia também dificultaram os gastos.

"A queda no consumo é colossal", disse o economista do VP Bank Group Thomas Gitzel.

Os gastos das famílias recuaram 5,4% na comparação trimestral, enquanto a taxa de poupança subiu a um recorde de 23,2%.

Os investimentos das empresas em maquinário e equipamentos caiu ligeiramente, embora a atividade de construção tenha subido.

O dado trimestral do PIB da Alemanha se compara com uma média da zona do euro de queda de 0,6%. Na França houve crescimento de 0,4%, enquanto a economia dos Estados Unidos --cujo programa de vacinação tem avançado mais rapidamente-- cresceu 1,6%.