Com resgate recorde, dívida pública recua 2,92% em abril para R$ 5 trilhões

Enquanto os resgates totalizaram R$ 340,645 bilhões, as emissões de papéis somaram R$ 173,483 bilhões. Assim, o resgate líquido foi de R$ 167,162 bilhões

Anna Russi, do CNN Brasil Business, em Brasília
26 de maio de 2021 às 15:41
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Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil

 

A Dívida Pública Federal (DPF) do Brasil recuou 2,92% em abril, retornando ao patamar de R$ 5,089 trilhões. Em março, a DPF estava em R$ 5,242 trilhões. 

Os dados foram divulgados pelo Secretaria do Tesouro Nacional nesta quarta-feira (26). A DPF, que inclui o endividamento interno e externo do governo federal, é a emissão de títulos públicos pelo Tesouro Nacional para financiar o déficit orçamentário do governo, que arrecada menos do que gasta.

O recuo é resultado de um resgate líquido de títulos públicos recorde na série histórica, iniciada em 2006. 

Enquanto os resgates totalizaram R$ 340,645 bilhões, as emissões de papéis somaram R$ 173,483 bilhões. Assim, o resgate líquido foi de R$ 167,162 bilhões. Já os custos com juros foram, sozinhos, de R$ 13,876 bilhões em abril. 

Isso quer dizer que o Tesouro está devolvendo mais empréstimos que pegou com o mercado financeiro, para pagar os gastos extras com o combate à pandemia, do que assumindo novas dívidas. 

Dívida pode chegar a R$ 5,8 trilhões 

O Tesouro Nacional também revisou, nesta quarta-feira (26), as metas do Plano Anual de Financiamento (PAF). Com isso, a expectativa máxima para a Dívida Pública Federal (DPF) em 2021 passou para R$ 5,8 trilhões, ante R$ 5,9 trilhões esperados anteriormente.  

Em um cenário mais otimista, o Tesouro estima que a DPF alcance, pelo menos, o montante de R$ 5,5 trilhões. 

"Os novos limites demonstram um cenário mais benigno para os indicadores da DPF ao final do exercício", destaca a pasta. 

"Além da menor concentração de dívida esperada para o curto prazo, a revisão do PAF leva em conta que o risco de refinanciamento da DPF tem sido mitigado pela política de manutenção de disponibilidades de caixa para pagamento da dívida, o chamado colchão de liquidez da dívida, em níveis prudentes", esclarece. 

Em 2020, a DPF registrou crescimento recorde por causa do aumento de gastos com a pandemia, alcançando, pela primeira vez, o patamar dos R$ 5 trilhões.