China perde posto central nos preços de commodities, diz Goldman Sachs

A tese altista das commodities se dá pela escassez e na recuperação liderada pela DM, disse o banco

Por Arundhati Sarkar, em Bengaluru, da Reuters
28 de maio de 2021 às 17:58
Logo do Goldman Sachs
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Foto: David Gray/Reuters

O Goldman Sachs afirmou que não vê mais a China no papel de centro dos preços das commodities, argumentando que o ritmo da recuperação de demanda nos mercados desenvolvidos sugeriu que o país asiático, como comprador, foi "excluído" pelos consumidores ocidentais.

"A tese altista das commodities não é nem sobre os especuladores chineses, nem sobre o crescimento da demanda na China. Ela está baseada na escassez e na recuperação liderada pela DM", disse o banco em uma nota com data de quinta-feira (27).

Embora os preços das commodities tenham caído após alertas da China sobre atividades de especulação, "o caminho fundamental em importantes commodities, como petróleo, cobre e soja, segue orientado para um aperto incremental no segundo semestre, com evidências escassas de alguma resposta suficiente de oferta que inviabilize este mercado de alta."

O mercado está começando a refletir essa tendência, com os preços do cobre sendo guiados cada vez mais pelos dados manufatureiros do Ocidente, em vez dos números do setor na China, disse o banco.

"Esta é uma reversão de papéis em relação ao mercado de alta dos anos 2000, com a China sendo agora o consumidor já estabelecido, como os Estados Unidos eram quando a crescente demanda chinesa pressionou os consumidores marginais norte-americanos", acrescentou o Goldman.

A China continua sendo o maior mercado do mundo para cobre, carvão e minério de ferro.