Governo avalia auxílio emergencial de transição para novo Bolsa Família

Com atraso na vacinação, Economia e Cidadania avaliam prorrogar benefício emergencial por dois ou três meses antes do anúncio do novo formato do programa social

Gustavo Uribe
Por Gustavo Uribe, CNN  
07 de junho de 2021 às 07:01 | Atualizado 07 de junho de 2021 às 10:01

 

Com o atraso na vacinação do país, o governo federal avalia estender o auxílio emergencial por um curto período, em uma espécie de transição para a criação do novo formato do Bolsa Família.
A ideia discutida pelos ministérios da Economia e da Cidadania é prorrogar o benefício emergencial por mais dois ou três meses, até que uma maior parcela da população adulta seja imunizada contra o coronavírus.

A nova extensão, que seria menor que o período atual de quatro meses, é baseada nos cronogramas de vacinação anunciados por gestões estaduais. O governo de São Paulo, por exemplo, prometeu imunizar toda a população até o final de outubro.

A possibilidade de criar uma transição para o fim do auxílio emergencial atende a pedidos de integrantes do bloco do centrão, que vinham cobrando do governo federal que a ajuda financeira fosse paga por mais tempo diante do quadro de dificuldade econômica.

Hoje, o valor médio do auxílio emergencial é de R$ 250. A ideia é que o novo Bolsa Família, hoje pago em uma quantia média de R$ 190, seja equiparado ao auxílio emergencial e expandido para um número maior de beneficiários.

Segundo assessores presidenciais, para este ano, o governo federal tem capacidade financeira para reformular o programa de assistência, já que o pagamento do auxílio emergencial diminuiu os gastos com o Bolsa Família.

A dúvida, discutida pela equipe econômica, é se haverá fôlego no orçamento do próximo ano para uma ampliação da iniciativa.

Auxílio emergencial 2021
Pagamento do auxílio emergencial 2021
Foto: Arthur Souza/Photopress/Estadão Conteúdo