Preços do petróleo têm queda brusca, por falta de acordo entre países da Opep

O petróleo Brent fechou em queda de US$ 2,63  ou 3,4%, para US$ 74,53 por barril, após atingir o pico da sessão a US$ 77,84 a máxima desde outubro de 2018

Por Laura Sanicola, da Reuters
06 de julho de 2021 às 18:32
Surto do novo coronavírus causou maior choque na demanda de petróleo desde 2008
O surto do novo coronavírus causou o maior choque na demanda de petróleo desde a crise financeira de 2008
Foto: Christian Hartmann / Reuters

Os preços do petróleo fecharam em queda após uma sessão volátil nesta terça-feira (6) depois que os produtores da Opep cancelaram a reunião pois não conseguiram chegar a um acordo para aumentar oferta.

O petróleo Brent fechou em queda de US$ 2,63  ou 3,4%, para US$ 74,53 por barril, após atingir o pico da sessão a US$ 77,84 a máxima desde outubro de 2018.

Os contratos futuros do petróleo nos EUA (WTI) fecharam em queda de US$ 1,79 ou US$ 2,4%, a US$ 73,37 após atingir US$ 76,98  a máxima desde novembro 2014.

Na segunda-feira, os ministros da Opep+, que inclui a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), Rússia e outros produtores, abandonaram conversas após não conseguirem fechar discórdias nas negociações entre a Arábia Saudita, maior produtor da Opep, e os Emirados Árabes Unidos.

Inicialmente, o petróleo obteve fortes altas nos fins das negociações, porém os preços recuaram, pois os traders se concentraram na possibilidade de alguns produtores abrirem as torneiras e começarem a exportar mais barris.

"O mercado está preocupado que os Emirados Árabes Unidos entrem e adicionem barris unilateralmente e outras pessoas na Opep façam o mesmo", disse Bob Yawger, diretor de futuros de energia da Mizuho.

Algumas fontes da Opep+ disseram que ainda acreditam que o grupo retomará as discussões neste mês e concordará em bombear mais a partir de agosto, embora outros tenham dito que as restrições atuais podem permanecer valendo.