Recorde de fusões e aquisições evidencia retomada de confiança, diz especialista

À CNN Rádio, Luis Motta, da KPMG no Brasil, avaliou os motivos para a alta no número de transações

Amanda Garcia com produção de Bel Campos, da CNN Brasil
06 de julho de 2021 às 08:57 | Atualizado 06 de julho de 2021 às 09:34
Fusões e aquisições
Foto: Peter Dazeley / Getty Images

 

O primeiro trimestre deste ano bateu recorde no número de fusões e aquisições desde os anos 2000. Foram 375 negócios, dos quais a maioria aconteceu entre empresas brasileiras, segundo levantamento da consultoria KPMG.

Em entrevista à CNN Rádio nesta terça-feira (6), Luis Motta, sócio-líder de assessoria em fusões e aquisições da KPMG no Brasil, atribuiu a alta a alguns fatores.

“Há a retomada de confiança na economia do Brasil, uma transação dessas vislumbra o longo prazo, quando se tem previsibilidade, traz mais negócios”, explicou.

Segundo ele, há também uma “estratégia de sobrevivência”: “As empresas estão precisando se reinventar e atuar no meio digital. A maior parte das transações diz respeito a isso e vislumbra a competitividade a longo prazo.”

O especialista ainda avalia que a perda de empregos com as fusões não são significativas e evitam um rombo maior no futuro: “No curto prazo, tem diminuições de pessoal, há áreas redundantes, mas se olhar a longo prazo, empresa que foi comprada não seria competitiva, deixar sem condições de competição, talvez perderia muito mais empregos e não se sustentaria.”

Motta disse que já está revisando os números para o segundo trimestre e que, mais uma vez, o balanço será positivo: “Só aqui neste ano teremos entre 700 e 750 transações, isso poderá trazer novo recorde de transações no compilado do ano.”