Polygon, Dogecoin: as criptomoedas que mais subiram no 1º semestre

Já entre as que mais caíram estão Bitcoin, com recuo de 9,95%, e XEM, que teve queda de 34,47%, entre janeiro e junho

Tamires Vitorio, do CNN Brasil Business, em São Paulo
09 de julho de 2021 às 04:30
Criptomoedas
Foto: Reuters/Dado Ruvic

As criptomoedas, que começaram o ano com bastante força, foram perdendo o brilho com o passar dos meses, em especial após Elon Musk voltar atrás e afirmar que sua fabricante de carros, a Tesla, não iria mais aceitar pagamento em criptos.

No primeiro semestre deste ano, a criptomoeda com a maior valorização foi a Polygon (MATIC), com alta de 6.394,44%, seguida pela Dogecoin (DOGE), que valorizou 4.980%.

O Bitcoin SV (BSV), uma das mais tradicionais, aparece na lista de piores desempenhos, em queda de 9,95% no 1º semestre, atrás somente da XEM (NEM), que recuou 34,47%. No segundo trimestre do ano, o Bitcoin, por exemplo, recuou 41%. 

Apesar disso, para Theodoro Fleury, gestor da QR Asset Management, o semestre foi positivo. "Pode não parecer, mas foi um resultado positivo até para o Bitcoin. Talvez não em preço, mas na adesão à moeda, no acumulado semestral", diz. A queda da moeda, para ele, se explica por um único motivo: sua alta.

"Temos a tendência de deixar muito mais forte na memória o passado recente. O Bitcoin está em alta, apesar de ter fechado o primeiro semestre em queda — isso aconteceu porque a moeda subiu muito no começo do ano. Em abril e maio, subiu mais de cinco vezes", afirma. 

E junho?

Em maio, a valorização das criptomoedas foi inferior a dos meses anteriores. A situação parecia não poder piorar — mas piorou. Em junho, a queda foi renovada, e o mês é o de menor valorização para as criptomoedas até o momento. 

A que se deu melhor no mês passado foi a Amp (AMP), com valorização de 54,35%. 

Entre as que tiveram pior desempenho, estão a Dfinity (ICP), em queda de 56,50% e a Polygon, que caiu 37,55%.