EUA: bancos sofreram com Covid-19 em 2020, mas expectativa é retomada de lucros

Os negócios de transações com ativos, que prosperaram durante o caos da pandemia, estão desacelerando agora

Redação, do Estadão Conteúdo
12 de julho de 2021 às 12:53
Bandeira dos Estados Unidos
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Foto: Kevin Lanceplaine / Unsplash

A recuperação econômica é promissora para os maiores bancos dos EUA. Grandes conglomerados bancários, incluindo JPMorgan Chase e Citigroup, deverão anunciar alta nos lucros do segundo trimestre de 2021, numa reviravolta em relação a um ano antes, quando tiveram de se proteger contra um salto no calote de empréstimos em meio à pandemia de Covid-19.

Por outro lado, há obstáculos. Os negócios de transações com ativos, que prosperaram durante o caos da pandemia, estão desacelerando agora.

JPMorgan e Goldman Sachs vão publicar resultados trimestrais nesta terça-feira (13), e Citigroup, Bank of America (BofA) e Wells Fargo, no dia seguinte. Já os números do Morgan Stanley saem na quinta-feira (15).

Há um ano, os bancos americanos impulsionaram suas provisões em bilhões de dólares para cobrir empréstimos não pagos. No entanto, à medida que a perspectiva econômica melhorou, o setor bancário começou a liberar reservas, ampliando seus ganhos. Os lucros por ação do segundo trimestre deverão ser 40% maiores do que os do mesmo período de 2020, segundo analistas da Keefe, Bruyette & Woods.

Já o "boom" de transações com ativos que sustentou os bancos durante a pandemia não se repetiu no segundo trimestre. Executivos do Citigroup e do JPMorgan disseram que as receitas advindas de operações com ativos serão 30% menores do que as de um ano antes. Isso significa que a receita total de cada banco pode ter diminuído cerca de 10%.

A demanda por empréstimos tem sido morna e as taxas de juros baixas prejudicam os lucros que os bancos poderiam ter na concessão de crédito. A margem de juros líquida do setor, uma importante medida da rentabilidade de empréstimos, atingiu mínima histórica no primeiro trimestre e analistas esperam desempenho semelhante no trimestre seguinte.