Boeing corta produção da aeronave 787, após descoberta de problema estrutural

A fabricante não divulgou exatamente a nova taxa de produção dos 787, mas disse que ficaria temporariamente abaixo da taxa atual de cinco jatos por mês

Eric M. Johnson, da Reuters
13 de julho de 2021 às 10:11
Boeing 787 da American Airlines
Boeing 787 da American Airlines
Foto: American Airlines/Divulgação

 

A Boeing Co disse, nesta terça-feira (13), que cortaria parte da produção da aeronave 787, enquanto trabalha para solucionar um defeito estrutural descoberto em seu avião comercial.

Agora a empresa prevê entregar menos da metade dos 100 modelos 787 previstos para este ano - em vez da "grande maioria" como até então estava previsto - à medida que faz novas inspeções e reparos para consertar as falhas nas aeronaves.

A Boeing não divulgou exatamente a nova taxa de produção dos 787, mas disse que ficaria temporariamente abaixo da taxa atual de cinco jatos por mês. No ano até agora, a empresa entregou 156 jatos de todos os tipos e modelos, em comparação com os 157 entregues durante todo o ano de 2020.

A falha nas aeronaves 787 se refere a lacunas onde os componentes são unidos, causando pressão em anteparos, disse a Administração Federal de Aviação dos EUA (ou FAA, na sigla em inglês).

A FAA disse, na noite de segunda-feira (12), que a Boeing, que detectou o problema, vai consertá-lo antes da entrega dos aviões.

Tanto o 737 MAX quanto o 787 foram afetados por defeitos elétricos e outros problemas desde o final do ano passado. Tanto é que a Boeing só retomou as entregas do 787 em março, após um hiato de cinco meses.

"Continuaremos a dedicar o tempo necessário para garantir que os aviões da Boeing atendam à mais alta qualidade antes da entrega", disse a Boeing.

Em junho, a Boeing registrou 146 pedidos de jatos. Esse valor líquido leva em consideração os casos em que o comprador converteu um pedido para outro modelo ou o cancelou totalmente, incluindo 71 jatos 737 MAX, disse a empresa.

Sua carteira de pedidos aumentou de 4.121 para 4.166 aeronaves, disse a Boeing.

A Boeing entregou 45 aviões a clientes em junho, seu maior total mensal desde março de 2019, quando ocorreu o segundo de dois acidentes fatais envolvendo o 737 MAX.

Sua contagem de entrega em junho inclui 10 aeronaves widebody, uma das quais foi um 787-9 da Turkish Airlines, disse a Boeing.

Também entregou 35 737s, incluindo 33 737 MAXs e duas aeronaves de patrulha marítima P-8 para a Marinha dos EUA.