Câmara pode votar reforma do IR nesta semana se houver ambiente, diz Lira

O parecer da proposta, um texto substitutivo do relator, Celso Sabino (PSDB-PA), foi apresentado nesta terça aos parlamentares

Reuters
13 de julho de 2021 às 18:38
Presidente da Câmara, dep. Arthur Lira (PP - AL)
Presidente da Câmara, dep. Arthur Lira (PP - AL)
Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

 

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), afirmou nesta terça-feira que o projeto que estabelece mudanças no Imposto de Renda, uma das frentes do Congresso na reforma tributária, pode ir a voto até mesmo nesta semana, caso obtenha a aceitação das demais bancadas da Casa.

O parecer da proposta, um texto substitutivo do relator, Celso Sabino (PSDB-PA), foi apresentado nesta terça ao presidente da Câmara e a líderes governistas. Ele prevê uma prevê uma redução na tributação das empresas, mas manteve a taxação de 20% de dividendos, como na proposta original do governo.

 

"O texto do Sabino, nas lideranças, está ok. Ele agora vai começar a rodar. Quando eu digo lideranças, é com os líderes da base. Ele agora vai rodar nas bancadas", disse Lira a jornalistas.

"A continuar no ritmo que foi hoje, e ele tendo sucesso, o texto pode estar pronto para votar, inclusive, essa semana. Em dois minutos o mercado avalia, as grandes empresas, os bancos, os produtores, os setores. Todo mundo ali tem seus departamentos tributários até bem robustos para fazer uma análise de como fica o quadro", acrescentou.

O cenário mais provável, no entanto, é que a proposta seja votada pelo plenário da Casa no retorno do recesso parlamentar, no início de agosto, segundo Lira, assim como o outro projeto parte da reforma tributária que trata da CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços).

"A previsão normal de todos esses projetos é votar no começo de agosto, ate porque eles são projetos de lei, é maioria simples, não teria maior dificuldade", afirmou.

O presidente da Câmara avalia que após a rodada de conversa com as bancadas, tanto da situação quanto de oposição, pode haver "algum ajuste" ao texto, que, segundo ele, já está "mais adequado para o momento da economia mundial" por "beneficiar o capital produtivo e taxar aquele especulativo ou aquele que tenha renda mais alta".