Devolução de escritórios bate recorde em SP e RJ no primeiro semestre

Em contrapartida, mercado imobiliário comercial em Brasília mostra recuperação

Lucas Janone, da CNN, no Rio de Janeiro
21 de julho de 2021 às 06:58 | Atualizado 21 de julho de 2021 às 09:30

A capital paulista registrou um encolhimento de 260 mil metros quadrados de áreas comerciais ocupadas nos primeiros seis meses do ano. As maiores perdas foram nos estabelecimentos destinados aos grupos das classes B e C. 

Já o setor imobiliário na cidade do Rio de Janeiro teve um decréscimo de 122 mil metros quadrados no primeiro semestre, sendo 25% em empreendimentos pertencentes a pessoas que recebem pelo menos 20 salários-mínimos. É o que mostra uma pesquisa da plataforma Buildings, empresa especializada em pesquisa imobiliária corporativa, divulgada nesta terça-feira (20).  

Em contrapartida, o mercado de escritórios em Brasília mostrou recuperação e crescimento para os estabelecimentos de todas as classes no primeiro semestre deste ano.   

O Vice-presidente do sindicato de habitação do Rio de Janeiro (Secovi-Rio). Leonardo Schneider, disse à CNN nesta terça-feira (20) que o trabalho remoto deve permanecer mesmo após o fim da pandemia de Covid-19.  

“A utilização em massa de ferramentas digitais foi antecipada por conta do coronavírus. A tecnologia era gradualmente inserida no mundo empresarial, mas a pandemia fez o processo acelerar de um jeito nunca antes imaginado. E essas medidas foram aceitas com sucesso, foi uma facilidade enorme. A tendência no futuro é de um funcionário híbrido, que normalmente vai trabalhar em casa, mas pode quinzenalmente ir de forma presencial”, destacou Leonardo.  

O vice-presidente do Secovi-Rio também destacou que regiões apenas com imóveis empresariais “não vão conseguir se sustentar mais” no futuro.  

“Podemos dar o exemplo do Centro do Rio de Janeiro. A região foi muito afetada, porque é ocupada atualmente em 99% por estabelecimentos empresariais. Todo os comerciantes no entorno também sofrem porque as pessoas não trabalham mais presencialmente. Essas áreas não vão conseguir se sustentar mais, elas precisam diversificar e estabelecer apartamentos também residenciais”, concluiu.