Adesão à OCDE deve impulsionar emprego e renda, diz ex-diretor do BC

Tiago Berriel afirma que avanços na agenda de reformas seguem sendo importantes para adequação às regras do grupo

Sigla em inglês da OCDE
Sigla em inglês da OCDE Rafael Henrique/SOPA Images/LightRocket via Getty Images

Juliana AlvesRaphael Coraccinida CNN

Em São Paulo

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A adaptação do Brasil às regras impostas pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) a qualquer um de seus membros deve contribuir para que o país encontre um crescimento estável, gere emprego e distribua renda de maneira mais consistente, segundo o ex-diretor do Banco Central, Tiago Berriel.

Em entrevista à CNN nesta quarta-feira (26), Berriel, que comandou a diretoria de Assuntos Internacionais e de Gestão de Riscos Corporativos da instituição, disse que a adesão “gera mais crescimento, menos volatilidade nesse crescimento e melhora a perspectiva de renda e emprego para o cidadão comum”, avaliou.

“No médio prazo, a gente deveria ver um crescimento maior e flutuações menos acentuadas no nosso crescimento, como vimos nos últimos anos”, acrescentou.

Na terça-feira (25), o conselho de ministros da OCDE, com sede em Paris, aprovou o início das negociações sobre a adesão do Brasil à entidade.

A agenda de reformas é, segundo o ex-diretor do Banco Central, um dos passos na direção da adesão do Brasil ao grupo, e que o engajamento pela reforma administrativa, que ele crê que voltará à pauta apenas no ano que vem, é um passo importante para mostrar disposição em manter o aprofundamento das mudanças.

A adequação às normas aumenta a estabilidade e reduz riscos ao investidor estrangeiro e garante ao país que está adequado investimentos mais qualificado e duradouro, seja na recepção de empresas ou capital financeiro, diz o especialista.

“Para investidores internacionais (seria possível) mapear as regras do Brasil” e evitar surpresas negativas feitos, segundo Berriel, “no calor do momento”. A adequação causaria “constrangimento muito grande para qualquer governo” que tentasse rever as regras, destaca.

Berriel ressaltou que a agenda de reformas deve ser aprofundada independentemente da adesão ou não ao grupo.

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