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    Aéreas têm prejuízo de pelo menos R$ 21,4 bilhões no primeiro ano da pandemia

    O Levantamento é da CNN Brasil, com base em dados da Confederação Nacional de Transportes (CNT) e da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear)

    Em 2019, 104 milhões de pessoas embarcaram em voos nacionais; em 2020, número foi de 47 milhões
    Em 2019, 104 milhões de pessoas embarcaram em voos nacionais; em 2020, número foi de 47 milhões Tomaz Silva/Agência Brasil

    Lucas Janoneda CNN

    no Rio de Janeiro

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    O primeiro ano da pandemia de Covid-19 representou a maior crise já enfrentada pelo setor aéreo, segundo os empresários do ramo ouvidos pela CNN.

    Um levantamento feito pela CNN nesta quinta-feira (16), com base em dados da Confederação Nacional do Transporte (CNT) e da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (ABEAR), mostra que as companhias aéreas deixaram de arrecadar de pelo menos R$ 21,4 bilhões com a venda de passagens em 2020, primeiro ano da pandemia do novo coronavírus.

    Dados do Painel da CNT apontam que 47 milhões de brasileiros embarcaram em voos domésticos durante o primeiro ano da pandemia. Em 2019, momento anterior ao início da crise sanitária, foram 104 milhões de pessoas transportadas em voos nacionais.

    A CNN também obteve, por meio da Abear, a informação de que a tarifa aérea doméstica média em 2020 no país foi de R$ 376,29.

    Para o economista da Fundação Getúlio Vargas, Joelson Sampaio, o prejuízo financeiro registrado pelo setor aéreo pode ter sido ainda maior em 2020, quando levado em consideração outras variáveis, como o crescente preço da gasolina e os altos custos de logística.

    “O prejuízo das companhias aéreas foi bem expressivo no primeiro ano da pandemia. E posso dizer que esse número pode ter sido até maior, se a gente considerar outros indicadores como o aumento dos combustíveis e outros custos fixos de logística. O setor de transporte sofreu muito por conta da restrição de mobilidade causada pelo coronavírus, em especial o aéreo, que tem uma lojista muito desafiadora”

    As principais empresas aéreas do país afirmam que ‘a pandemia de Covid-19 representa a maior crise enfrentada pelo setor aéreo mundial’. O diretor de vendas e marketing da LATAM Brasil, Diogo Elias, afirmou à CNN que, no auge da crise sanitária, a empresa operou somente 5% de todos os seus voos. Já a Azul Linhas Aéreas detectou uma queda de 53% na receita líquida em 2020, quando comparado com o ano anterior.

    Em valores absolutos, a companhia teve um lucro líquido de R$ 5.088,7 milhões no primeiro ano da pandemia, enquanto o número chegou aos R$ 10.907,9 milhões em 2019. A companhia Gol Linhas Aéreas não vai se pronunciar.

    Dados complementares do Instituto de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados na última semana, mostram que a pandemia da Covid-19 reduziu pela metade o transporte aéreo de passageiros nos aeroportos brasileiros em 2020. A redução de viajantes foi de 53%, em comparação com o ano anterior.

    Apenas 175 cidades do país tiveram voo regular de passageiros ou para transporte de carga, o que corresponde a apenas 3,1% dos 5,570 municípios brasileiros. Destas, 46 tiveram pelo menos um voo regular de passageiros por mês, em 2020.

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