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    AIE diz que vai liberar mais 60 mi de barris de petróleo de reservas emergenciais

    Anúncio derrubou os preços da commodity em mais de 5% na última quarta-feira (6)

    Duto de petróleo na Reserva Estratégica de Petróleo no Texas, EUA
    Duto de petróleo na Reserva Estratégica de Petróleo no Texas, EUA 09/06/2016 REUTERS/Richard Carson

    David Goldmando CNN Business

    em Nova York

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    O Ocidente está usando mais de suas reservas emergenciais de petróleo para continuar a empreitada de se livrar do petróleo russo.

    Na última quarta-feira (6), a Agência Internacional de Energia (AIE) anunciou que forneceria ao mercado de petróleo 60 milhões de barris adicionais de seus estoques de emergência.

    A AIE, com sede em Paris, que monitora o fornecimento de energia para as principais economias desenvolvidas do mundo, disse que os detalhes serão divulgados.

    A notícia foi suficiente para derrubar os preços do petróleo em mais de 5%. O petróleo dos EUA caiu para US$ 96 o barril, e o petróleo Brent, referência global, caiu para US$ 101 o barril.

    Os 60 milhões de barris virão além do recorde de 180 milhões de barris de petróleo. O presidente Joe Biden anunciou na última quinta-feira (31) que os Estados Unidos liberariam sua Reserva Estratégica de Petróleo.

    Os Estados Unidos planejam liberar 1 milhão de barris de SPR por dia ao longo dos próximos seis meses. Não está claro se o plano da AIE coincidirá com esse prazo.

    Ainda assim, levará tempo para que essa oferta adicional chegue ao mercado, e os países contribuintes precisarão encontrar compradores para seu petróleo.

    Ao longo dos próximos seis meses, a liberação de 240 milhões de barris de petróleo reservado resultaria em uma média de cerca de 1,3 milhão de barris por dia.

    A AIE disse que a Rússia pode ser forçada a cortar a produção em 3 milhões de barris por dia a partir deste mês, enquanto luta para encontrar compradores depois que o país invadiu a Ucrânia.

    Se isso acontecer, a liberação emergencial de petróleo representaria cerca de 43% dessa produção perdida.

    A Rússia fornece cerca de 40% das importações de gás natural da União Europeia e cerca de 27% e 46% de petróleo e carvão, respectivamente.

    Os Estados Unidos e o Reino Unido já proibiram as importações de petróleo da Rússia, e um embargo efetivamente mais amplo foi estabelecido à medida que bancos, comerciantes, transportadores e companhias de seguros tentam evitar entrar em conflito com as sanções financeiras.

    No início deste mês, os líderes da UE disseram que o bloco ainda não poderia se juntar aos Estados Unidos na proibição do petróleo russo por causa do impacto que teria sobre famílias e indústrias que já enfrentam preços recordes.

    Em vez disso, disseram que trabalhariam para acabar com a dependência do bloco da energia russa até 2027.

    Esforços redobrados

    A AIE anunciou na última sexta-feira que liberaria petróleo adicional de suas reservas de emergência, mas não disse quanto adicionaria ao mercado.

    As últimas medidas marcam apenas a quinta vez na história da agência que coordenou a liberação de estoques de emergência.

    Em comunicado, a AIE disse que os ministros de energia de seus 31 países membros “reiteram suas preocupações sobre os impactos na segurança energética das ações flagrantes da Rússia e manifestaram apoio às sanções impostas pela comunidade internacional em resposta”.

    Os membros da IEA incluem os Estados Unidos, o Reino Unido, o Japão e a Austrália.

    “A perspectiva de interrupções em larga escala na produção de petróleo russa está ameaçando criar um choque global de oferta de petróleo”, disse a AIE no comunicado, observando que a Rússia é atualmente o terceiro maior produtor de petróleo do mundo e o maior exportador.

    O anúncio vem logo após um lançamento historicamente grande da IEA.

    No início de março, a AIE anunciou a liberação coordenada de 60 milhões de barris das reservas de emergência dos países membros, incluindo 30 milhões da Reserva Estratégica de Petróleo dos EUA.

    O coordenador presidencial dos EUA para Segurança Energética Global, Amos Hochstein, disse à CNN internacional na última quarta-feira que os Estados Unidos e a Europa estão trabalhando “ininterruptamente” para garantir que a pressão continue a aumentar sobre Vladimir Putin, mas que todos os custos não podem ser mitigados.

    “O presidente Biden deixou muito claro que, quando você está em uma guerra como esta iniciada por Putin e a Rússia, haverá custos. Não podemos mitigar todos os custos, mas o que estamos fazendo é trabalhar juntos como uma comunidade internacional para que o máximo possível seja mitigado”, disse ele a Becky Anderson, da CNN, em entrevista.

    Hochstein destacou a unidade entre os EUA e a Europa na resposta à invasão da Ucrânia pela Rússia. Mas ele disse que ambos os lados não precisam aprovar o mesmo pacote de sanções, por causa de “circunstâncias diferentes” – aludindo à forte dependência da Europa do gás russo.

    – Mark Thompson, Matt Egan, Zeena Saifi e Chris Liakos, da CNN Business, contribuíram para esta reportagem.

    Este conteúdo foi criado originalmente em inglês.

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