Anatel publica edital do leilão das faixas do 5G

O certame, que envolve análise e julgamento de propostas de preço, é previsto para o dia 4 de novembro

5G: companhias interessadas devem começar a enviar a documentação para participar do leilão no dia 27 de outubro
5G: companhias interessadas devem começar a enviar a documentação para participar do leilão no dia 27 de outubro Foto de Z z/Pexels

Ligia Tuondo CNN Brasil Business

São Paulo

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A Anatel publicou nesta segunda-feira (27) a versão definitiva do edital do leilão do 5G, aprovado pelo conselho diretor em reunião extraordinária na última sexta-feira.

Segundo a agência, essa será a maior oferta de espectro da história do país, prevendo a licitação das radiofrequências nas faixas de 700 MHz, 2,3 GHz, 3,5 GHz e 26 GHz.

As companhias interessadas devem começar a enviar a documentação para participar do leilão no dia 27 de outubro. O certame, que envolve análise e julgamento de propostas de preço, é previsto para o dia 4 de novembro.

De forma geral, a tecnologia permite uma velocidade maior de conexão com aparelhos, o que envolve mais qualidade de resolução de imagens, sons e vídeos. Isso ocorre, pois o 5G trabalha com mais frequências, ou seja, caminhos para transmitir informações.

O texto do edital define contrapartidas de investimentos para os vencedores do leilão. Entre as exigências:

– arrematadores da faixa de 26 GHz terão que investir para garantir a conectividade nas escolas públicas de ensino básico;

– vencedores da faixa 3,5 GHz serão responsáveis pela migração do sinal da TV parabólica;

– o 5G deverá ser disponibilizado em todas as capitais do país até 31 de julho de 2022;

– as rodovias do país deverão contar com internet 4G;

– será construída, pelas empresas investidoras, uma rede privativa de comunicação para a administração federal.

A disseminação dessa tecnologia em território brasileiro em larga escala ainda deve demorar, na opinião de especialistas, já que depende de investimentos em infraestrutura e de aparelhos adequados.

*Com informações de Anna Russi e João Pedro Malar, do CNN Brasil Business*

 

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