Aneel reduz cobrança extra para bandeira amarela na conta de luz da baixa renda

Nova tarifa valerá para novembro. Os demais consumidores continuam pagando a bandeira escassez hídrica, mais cara

Conta de luz ficará mais barata em novembro para consumidores do programa Tarifa Social
Conta de luz ficará mais barata em novembro para consumidores do programa Tarifa Social Divulgação

Juliana Eliasdo CNN Brasil Business*

em São Paulo

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A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou nesta sexta-feira (29) que as contas de luz das famílias de baixa renda atendidas pelo programa Tarifa Social terão a tarifa extra reduzida e passarão a pagar a bandeira amarela em novembro, a segunda mais barata do sistema.

A cobrança acrescenta um valor de R$ 1,87 para cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos pela casa. Até outubro, os clientes da Tarifa Social estavam sendo cobrados pela bandeira vermelha 2, que custa R$ 9,49 a cada 100 quilowatts-hora (kWh).

Todos os demais clientes continuarão tendo aplicada a bandeira escassez hídrica, que foi criada neste ano por conta da seca que esvaziou os reservatórios e é a mais cara.

Ela adiciona um extra de R$ 14,20 a cada 100 kWh consumidos e está prevista para seguir em vigor até abril de 2022. A bandeira escassez hídrica não é aplicada aos consumidores cobertos pelo programa Tarifa Social.

Também são exceção os moradores de áreas que não fazem parte do Sistema Interligado Nacional, caso do estado de Roraima e algumas outras localidades remotas que não recebem a mesma energia gerada pela rede nacional e não estão sujeitos à cobrança do sistema de bandeiras.

Criado em 2015, o sistema de bandeiras tarifárias possui quatro fases básicas – verde (em que não há cobrança extra), amarela, vermelha 1, vermelha 2 (a mais cara).

Elas são acrescidas à conta de luz a cada mês conforme o regime de chuvas e a necessidade do sistema de recorrer a fontes alternativas de geração de energia, como as termelétricas, que são mais caras do que as hidrelétricas.

A ideia é, ao mesmo tempo, repartir o custo extra com os consumidores e estimulá-los a reduzir o consumo por meio do aumento de preço nos meses de maior escassez.

*Com Estadão Conteúdo

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