Ano de 2022 não terá recuperação forte de salário, diz economista

Com baixa expectativa de crescimento econômico, mercado deve também desacelerar na geração de empregos neste ano

Elis FrancoGiovanna GalvaniPriscila Yazbekda CNN

em São Paulo

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O ano de 2022 deve ter o mercado de trabalho seguindo uma tendência já identificada pelo IBGE: a falta de recuperação do valor dos salários, um “desafio” de um ano cujas expectativas de crescimento são baixas, avaliou Cosmo Donato, economista da LCA Consultores, à CNN nesta segunda-feira (31).

Além disso, o economista avaliou os resultados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), cujos dados, divulgados hoje pelo Ministério do Trabalho, mostram que o Brasil fechou 265 mil vagas de emprego em dezembro de 2021.

Donato destacou que as típicas demissões após as contratações temporárias de fim de ano foram menores do que a média.

Segundo o economista, também foi possível sentir um “movimento positivo, mesmo dentro da pandemia, em relação à carteira assinada”, especialmente devido a programas de proteção ao emprego amparadas pelo governo e a mudança de consumo das famílias, o que impulsionou vagas nos setores de tecnologia, por exemplo.

Ao todo, foram 1.437.910 admissões e 1.703.721 demissões ao longo do ano de 2021, apontam os dados.

No entanto, 2022 trará um cenário de geração de empregos menor do que os últimos resultados de 2021, avalia. “O mercado de trabalho como um todo terá um ano muito mais fraco do que 2021”, disse Donato.

“Uma economia que não cresce tem impactos negativos. O bônus [de empregos] gerado pela vacinação será perdido. Esperamos uma criação de vagas abaixo de 1 milhão, ou cerca de um terço da criação em 2021”, afirmou.

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