Após reunião com Bolsonaro, ministro diz que segue indefinida sucessão na Petrobras

Com dificuldades de escolher dois nomes para o conselho de administração, governo federal avalia adiar em uma semana assembleia da estatal

Logo da Petrobras na sede da empresa no Rio de Janeiro
Logo da Petrobras na sede da empresa no Rio de Janeiro 16/10/2019 REUTERS/Sergio Moraes

Gustavo Uribeda CNN

Brasília

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O ministro de Minas e Energia, Bento Abulquerque, disse à CNN Brasil nesta quarta-feira (6) que segue indefinida a sucessão no comando da Petrobras. Ele se reuniu na terça-feira (5) com o presidente Jair Bolsonaro para discutir opções para a empresa estatal.

Com a dificuldade para definição, governo federal avalia adiar em uma semana a assembleia da companhia petrolífera, marcada para a próxima quarta-feira (13). O Ministério de Minas e Energia, no entanto, informou à CNN Brasil que a assembleia do dia 13 está mantida.

“Nós estamos analisando pessoas com o perfil adequado para assumir as presidências da empresa e do conselho, considerando a conjuntura atual no âmbito nacional e internacional”, disse o ministro.

A cautela do presidente em não indicar um nome que possa recuar da posição, como Rodolfo Landim e Adriano Pires, abriu uma disputa entre o segmento militar e o bloco do Centrão.

Nesta terça-feira (5), dia seguinte à carta do economista oficializando a desistência, os dois grupos enviaram sugestões ao Palácio do Planalto de nomes que poderiam substituir a indicação de Pires.

No segmento militar, o nome do presidente dos Correios, o general da reserva Floriano Peixoto, passou a ser defendido por assessores do governo. O argumento é que, em mais de dois anos à frente da empresa, o militar demonstrou experiência em gestão pública.

Além dele, nas Forças Armadas, há integrantes do governo que pregam a manutenção do atual presidente, Joaquim Silva e Luna, que poderia ter seu mandato renovado por mais um ano.

Já o bloco do Centrão, responsável pela indicação de Adriano Pires, levou à sede do governo duas alternativas: o nome do atual conselheiro da empresa Márcio Weber, que já foi diretor da Petroserv S.A. –empresa que atua na distribuição de petróleo–, e da diretora-presidente da Transportadora Brasileira Gasoduto Bolívia-Brasil (TBG), Cynthia Silveira.

O argumento de integrantes do bloco partidário é que ambos já passaram pelo crivo do governo federal e têm qualificação para ocupar o cargo.

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