Arrecadação federal sobe 4,3%, a R$ 127,7 bi, em fevereiro, recorde para o mês

Em entrevista coletiva, o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que os resultados de março já devem sentir o impacto da 2ª onda de Covid-19

Anna Russi, do CNN Brasil Business, em Brasília

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A arrecadação de impostos e contribuições federais totalizou R$ 127,747 bilhões em fevereiro. O valor representa alta real de 4,3% na comparação com o mesmo mês do ano passado.

Divulgado pela Receita Federal nesta segunda-feira (22), o resultado é o mais alto para meses de fevereiro desde o início da série histórica, iniciada em 2000. 

No acumulado dos dois primeiros meses do ano, o recolhimento do Fisco somou R$ 307,968 bilhões, número 0,81% maior que no mesmo período de 2020. Assim como o resultado mensal, a arrecadação no primeiro bimestre também foi a melhor para o período em 21 anos. 

Em coletiva após a divulgação dos dados da Receita, o ministro da economia, Paulo Guedes, disse o impacto da segunda onda de Covid-19 nos números deve começar a aparecer a partir da segunda quinzena de março ou, possivelmente, abril. 

“Quero deixar aqui muita ênfase na necessidade de vacinação em massa. Está muito claro hoje que esse desemprego, apesar da manutenção do emprego formal, está claro que essa recessão, ao contrário das recessões anteriores, teve um incidência muito grande nos mais vulneráveis, os 38 milhões de brasileiros que ganham o seu dia a dia literalmente a cada dia”, disse.

Os valores recordes já tinham sido antecipados por Guedes, na última semana. A aposta da equipe econômica é que o aumento da arrecadação no início do ano ajude a amenizar os gastos que o governo deve ter para continuar combatendo os impactos da pandemia, bem como dê fôlego para a atividade econômica crescer este ano.

Segundo a Receita, o resultado pode ser explicado, principalmente, pelos fatores não recorrentes, como recolhimentos extraordinários de R$ 6,5 bilhões do IRPJ/CSLL em janeiro e fevereiro de 2021, ante os R$ 2,8 bilhões no mesmo período do ano anterior.

“Além disso, as compensações aumentaram 83% em fevereiro de 2021 em relação à fevereiro de 2020 e 51% no período acumulado”, destaca. 

No ano passado, a queda da atividade econômica e os impactos da pandemia de Covid-19 resultaram em uma arrecadação federal de R$  1,479 trilhões, o pior valor em 10 anos.

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Foto: Priscila Zambotto / Getty Images

 

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