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    “Assunto delicado e que deve ser apurado”, diz Mourão sobre investigação na Caixa

    Com a provável saída de Pedro Guimarães, governo federal já começou a discutir nomes de substitutos para a função

    Presidente-executivo da Caica Econômica Federal, Pedro Guimarães
    Presidente-executivo da Caica Econômica Federal, Pedro Guimarães 27/03/2020REUTERS/Ueslei Marcelino

    Gustavo UribeBasília Rodriguesda CNN

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    O vice-presidente Hamilton Mourão avaliou à CNN como um “assunto delicado” as acusações sobre a conduta do presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, e defendeu que o assunto seja apurado.

    O Ministério Público Federal (MPF) abriu um procedimento para investigar denúncias feitas por funcionárias do banco estatal por assédio sexual.”Sem comentários. Assunto delicado e que deve ser apurado”, afirmou Mourão à CNN.

    A saída do executivo do comando do banco é dada como certa por assessores presidenciais, que acreditam que Pedro Guimarães deixe o posto já nesta quarta-feira (29).

    O governo federal já começou a avaliar nomes de substitutos. Um dos cotados é o ex-vice-presidente da instituição financeira Jair Luís Mahl.

    Segundo auxiliares do governo, ele já teria sido, inclusive, sondado para o posto. Além de Mahl, outro nome avaliado como cotado é o da vice-presidente da rede de varejo da Caixa, Camila de Freitas Aichinger.

    Na campanha à reeleição do presidente, a avaliação é de que o ideal é que Guimarães seja afastado o mais rápido possível, para evitar contaminar a candidatura do presidente, sobretudo o eleitorado feminino, junto ao qual o presidente enfrenta resistência.

    O afastamento serviria para Pedro Guimarães ter tempo para se dedicar a sua defesa. Na prática, o objetivo é reduzir o constrangimento para o governo, uma vez que o executivo vinha participando de constantes eventos e viagens com o presidente da República.

    A investigação contra Guimarães foi revelada pelo portal “Metrópoles”, nesta terça-feira (28), e confirmada pela CNN. Procurado por meio da assessoria de imprensa do banco, o presidente da Caixa não se manifestou sobre o tema.

    Após a revelação do caso, o banco decidiu cancelar a entrevista coletiva do Plano Safra, que estava prevista para ocorrer na tarde desta quarta-feira (29).

    Procurada pela CNN, a Caixa não respondeu.

    Em nota ao “Metrópoles”, a Caixa informou que “não tem conhecimento das denúncias apresentadas pelo veículo”.

    “A Caixa esclarece que adota medidas de eliminação de condutas relacionadas a qualquer tipo de assédio. O banco possui um sólido sistema de integridade, ancorado na observância dos diversos protocolos de prevenção, ao Código de Ética e ao de Conduta, que vedam a prática de ‘qualquer tipo de assédio, mediante conduta verbal ou física de humilhação, coação ou ameaça’”, diz trecho do documento.

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