Autoridades do BC japonês mantêm postura de política monetária branda, diz ata

Conduta continua mesmo após alguns notarem sinais de mudança no ambiente de inflação baixa do país

Maioria dos outros membros da diretoria alertou para o aumento dos riscos à economia do Japão representados pela crise na Ucrânia
Maioria dos outros membros da diretoria alertou para o aumento dos riscos à economia do Japão representados pela crise na Ucrânia Japão, em 22 de maio de 2020. REUTERS/Kim Kyung-Hoon

Por Leika Kihara, da Reuters

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As autoridades do banco central do Japão permaneceram inabaláveis em sua determinação de manter o estímulo monetário maciço, mesmo após alguns notarem sinais de mudança no ambiente de inflação baixa do país, mostrou a ata de sua reunião de política monetária de março, divulgada nesta segunda-feira (9).

Vários membros da diretoria de nove membros do banco central disseram que algumas grandes empresas estavam aumentando os salários e que as empresas estavam repassando com mais entusiasmo os custos crescentes das matérias-primas para as famílias, o que poderia pressionar a inflação ao consumidor, mostrou a ata.

Os preços ao consumidor do Japão subiram mais rapidamente entre as principais economias avançadas durante o ciclo inflacionário global na década de 1970, o que significa que sempre há uma chance de a inflação disparar uma vez que os aumentos de preços se disseminarem, observou um membro.

Mas a maioria dos outros membros da diretoria alertou para o aumento dos riscos à economia do Japão representados pela crise na Ucrânia, o que manterá a pressão inflacionária moderada, de acordo com a ata.

“Ao contrário dos Estados Unidos e do Reino Unido, o Japão não está numa situação em que a taxa de inflação provavelmente excederá a meta de preço de 2% do banco central de maneira sustentada”, disseram alguns membros, segundo a ata.

“Portanto, é importante que o Banco do Japão continue com a flexibilização monetária para apoiar a recuperação da economia diante da pandemia”, completaram.

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