Avião comercial custa até R$ 2,42 bi; veja preços da Airbus, Boeing e Embraer

O preço de apenas um avião pode chegar a US$ 445,6 milhões (R$ 2,42 bilhões), como é o caso do Airbus A380, o maior avião de passageiros do mundo

Foto: Cortesia de AirlineRatings.com

Vinícius Casagrande,

colaboração para o CNN Brasil Business

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A crise na aviação gerada pela pandemia do novo coronavírus fez com que as companhias aéreas deixassem milhares de aviões estacionados nos aeroportos de todo o mundo. Em termos financeiros, foram bilhões de dólares parados.

O setor aéreo exige investimentos altíssimos. O preço de apenas um avião pode chegar a US$ 445,6 milhões (R$ 2,42 bilhões), como é o caso do Airbus A380, o maior avião de passageiros do mundo. Menor jato fabricado pela brasileira Embraer, o E170 custa US$ 46,3 milhões (R$ 252 milhões).

Para se pagarem, os aviões precisam voar. Afinal, essa é a única maneira de eles gerarem receita para as companhias. Parados, só aumentam os custos. É que, além do capital investido, mesmo estacionados, os aviões precisam de manutenção constante para não se deteriorarem.

Empresas usam leasing e negociam valores

Apesar dos altos valores para a compra de um avião, dificilmente as companhias aéreas investem todo esse dinheiro para montarem suas frotas. E são duas as razões principais para isso.

Em primeiro lugar, a maioria dos aviões das companhias são adquiridos por regime de leasing, que funciona como um aluguel. As empresas de leasing compram a aeronave das fabricantes e repassam para as companhias aéreas. Com isso, as empresas pagam apenas um valor mensal e não precisam deixar o capital parado. Além disso, o processo de renovação da frota fica mais ágil.

Mesmo quando decidem comprar um avião, as companhias aéreas, e mesmo as empresas de leasing, dificilmente pagam o valor cheio divulgado pelas fabricantes. O valor oficial é chamado de “preço de lista”. Na prática, no entanto, o valor final depende de muitas negociações, que variam desde o tamanho da compra até as configurações exigidas pela companhia aérea.

No caso dos aviões da Boeing e da Airbus, os modelos podem contar com mais de uma opção de motor. Nesse caso, os compradores podem escolher o modelo que julgarem mais adequado e negociar o preço diretamente com a fabricante do motor.

Além do preço, outros aspectos são levados em consideração pelas companhias aéreas na decisão de qual avião usar em suas frotas. No custo de operação, entram tópicos como hora de voo, capacidade, custo por passageiro, manutenção e treinamento dos pilotos.

De qualquer forma, os preços de lista já dão uma noção bem próxima do valor de cada modelo de avião. Veja a seguir os valores divulgados pela Airbus, Boeing e Embraer.

Airbus

  • A318: US$ 77,4 milhões (R$ 420,8 milhões)
  • A220-100: US$ 81 milhões (R$ 440,3 milhões)
  • A220-300: US$ 91,5 milhões (R$ 497,4 milhões)
  • A319: US$ 92,3 milhões (R$ 501,8 milhões)
  • A320: US$ 101 milhões (R$ 549,1 milhões)
  • A319neo: US$ 101,5 milhões (R$ 551,8 milhões)
  • A320neo: US$ 110,6 milhões (R$ 601,3 milhões)
  • A321: US$ 118,3 milhões (R$ 643,1 milhões)
  • A321neo: US$ 129,5 milhões (R$ 704 milhões)
  • A330-200: US$ 238,5 milhões (R$ 1,29 bilhão)
  • A330-200 cargueiro: US$ 241,7 milhões (R$ 1,32 bilhão)
  • A330-800neo: US$ 259,9 milhões (R$ 1,41 bilhão)
  • A330-300: US$ 264,2 milhões (R$ 1,43 bilhão)
  • A350-800: US$ 280,6 milhões (R$ 1,52 bilhão)
  • A330-900neo: US$ 296,4 milhões (R$ 1,61 bilhão)
  • A350-900: US$ 317,4 milhões (R$ 1,72 bilhão)
  • A350-1000: US$ 366,5 milhões (R$ 1,99 bilhão)
  • A380: US$ 445,6 milhões (R$ 2,42 bilhões)

Boeing

  • 737-700: US$ 89,1 milhões (R$ 484,4 milhões)
  • 737 Max 7: US$ 99,7 milhões (R$ 542 milhões)
  • 737-800: US$ 106,1 milhões (R$ 576,8 milhões)
  • 737-900ER: US$ 112,6 milhões (R$ 612,1 milhões)
  • 737 Max 8: US$ 121,6 milhões (R$ 661 milhões)
  • 737 Max 200: US$ 124,8 milhões (R$ 678,5 milhões)
  • 737 Max 9: US$ 128,9 milhões (R$ 700,7 milhões)
  • 737 Max 10: US$ 134,9 milhões (R$ 733,4 milhões)
  • 767-300ER: US$ 217,9 milhões (R$ 1,18 bilhão)
  • 767-300 cargueiro: US$ 220,3 milhões (R$ 1,19 bilhão)
  • 787-8: US$ 248,3 milhões (R$ 1,35 bilhão)
  • 787-9: US$ 292,5 milhões (R$ 1,59 bilhão)
  • 777-200ER: US$ 306,6 milhões (R$ 1,66 bilhão)
  • 787-10: US$ 338,4 milhões (R$ 1,84 bilhão)
  • 777-200LR: US$ 346,9 milhões (R$ 1,88 bilhão)
  • 777 cargueiro: US$ 352,3 milhões (R$ 1,91 bilhão)
  • 777-300ER: US$ 375,5 milhões (R$ 2,04 bilhões)
  • 777-8: US$ 410,2 milhões (R$ 2,23 bilhões)
  • 747-8: US$ 418,4 milhões (R$ 2,27 bilhões)
  • 747-8 cargueiro: US$ 419,2 milhões (R$ 2,28 bilhões)
  • 777-9: US$ 442,2 milhões (R$ 2,40 bilhões)

Embraer

  • E170: US$ 46,3 milhões (R$ 252 milhões)
  • E175: US$ 49,9 milhões (R$ 271,6 milhões)
  • E190: US$ 55,3 milhões (R$ 301 milhões)
  • E175-E2: US$ 56,4 milhões (R$ 307 milhões)
  • E195: US$ 58,5 milhões (R$ 318,5 milhões)
  • E190-E2: US$ 64,6 milhões (R$ 351,7 milhões)
  • E195-E2: US$ 72,8 milhões (R$ 396,3 milhões)

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