Bitcoin supera US$ 23 mil em meio à interesse de investidores institucionais

Com a oferta de bitcoins limitada a 21 milhões, os investidores veem na criptomoeda uma proteção contra o risco de inflação

Foto: Dado Ruvic/Reuters

Sinead Cruise e Tom Wilson,

da Reuters

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O bitcoin renovou sua máxima recorde nesta quinta-feira, apenas um dia após ultrapassar a marca de US$ 20 mil pela primeira vez na história, em meio ao crescente interesse de investidores institucionais.

A criptomoeda saltava cerca de 8% nesta manhã, a US$ 23.115, acumulando valorização de mais de 200% este ano, impulsionada pela demanda de grandes investidores atraídos por seu potencial para ganhos rápidos e características de proteção contra a inflação.

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Com a oferta de bitcoins limitada a 21 milhões, os investidores veem na criptomoeda uma proteção contra o risco de inflação, à medida que governos e bancos centrais abrem as torneiras de estímulo em resposta à pandemia de Covid-19.

“Haverá uma busca por moedas alternativas devido à constante desvalorização da moeda fiduciária”, escreveram analistas do Deutsche Bank em nota. “Parece que o bitcoin continuará em alta demanda.”

As criptomoedas surgiram há mais de uma década, mas rapidamente tornaram-se associadas ao crime, falhas de negociação, hacks e grandes oscilações de preços. Foi apenas nos últimos anos que eles começaram a atrair mais interesse mais amplo do público investidor.

O bitcoin continua menos regulamentado do que a maioria dos ativos tradicionais, mas os investidores institucionais começaram a abandonar o ceticismo em relação às criptomoedas, pois a melhor infraestrutura de mercado as torna mais acessíveis.

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