Bolsa do Brasil tem 2º pior desempenho entre 79 países em 2021, diz levantamento

Principal índice da B3, Ibovespa caiu 14,41% e ficou atrás apenas do seu equivalente venezuelano

Bolsa de valores do Zimbábue teve o melhor desempenho no período
Bolsa de valores do Zimbábue teve o melhor desempenho no período Amanda Perobelli/Reuters

João Pedro Malardo CNN Brasil Business

em São Paulo

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O Ibovespa, índice de referência da bolsa de valores do Brasil que agrega as ações com maior volume de negociações, teve o segundo pior desempenho dentre 79 países entre dezembro de 2020 e novembro de 2021.

Os dados são de um levantamento da consultoria Austin Rating, que agrupou o desempenho dos principais índices de cada bolsa dos países analisados. O pior desempenho foi o do IBC, principal índice da bolsa de valores da Venezuela, que caiu 99,52%.

Já o Ibovespa recuou 14,41%, considerando a variação na moeda local. Entre dezembro de 2020 e novembro de 2021, o índice foi de 119.017 pontos para 101.867.

Além do Ibovespa e do IBC, compõe as cinco maiores quedas os índices das bolsas de Hong Kong (-13,79%), Malta (-9,06%) e Malásia (-6,96%).

O melhor desempenho, pelo mesmo critério, foi do ALSZI, principal índice da bolsa de valores do Zimbábue, com uma valorização de 305,70%. As outras quatro maiores altas foram nas bolsas da Costa Rica (54,66%), Argentina (54,83%), Sri Lanka (68,88%) e Mongólia (104,09%).

Considerando a variação em dólar, o desempenho do Ibovespa foi o terceiro pior, recuando 20,86%, atrás do IBC da bolsa venezuelana (queda de 99,52%) e do BIST 100, da bolsa da Turquia (queda de 31,19%). A maior alta também foi na bolsa do Zimbábue, de 307,13%.

O desempenho do Ibovespa, considerando as variações pela moeda local, ficou abaixo tanto da média dos países emergentes (alta de 23%) quanto dos países que compõe o Brics – grupo formado por Brasil, China, Rússia, Índia e África do Sul -, de alta de 7%.

A média geral do desempenho das bolsas dos 79 países foi de alta de 19,6% considerando a variação nas respectivas moedas locais. Já a média dos países desenvolvidos foi de avanço de 14,2% no período.

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