Bolsas dos EUA tocam máximas na abertura com alívio sobre redução de estímulo

Comentários do Federal Reserve na semana anterior aumentaram otimismo do mercado

Sruthi Shankar, da Reuters
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Os índices S&P 500 e Nasdaq atingiram máximas recordes logo após a abertura desta segunda-feira (30), com comentários "dovish" (mais amigáveis a estímulos) do Federal Reserve da semana passada reforçando o otimismo em relação à recuperação econômica e diminuindo temores de uma redução repentina no estímulo monetário.

As falas indicaram uma menor urgência para a redução de estímulos à economia ou para uma alta de juros.

Apple, Microsoft, Amazon, Alphabet (controladora do Google) e Nvidia subiam entre 0,6% e 1,3%, ajudando o Nasdaq a superar os outros dois principais índices dos EUA.

O S&P 500 está caminhando para sua maior sequência de ganhos mensais desde 2018, em meio à promessa de dinheiro fácil e com investidores ignorando sinais de desaceleração da recuperação econômica e um salto nos casos de Covid-19.

O presidente do Fed, Jerome Powell, disse na sexta-feira (27) que o banco central continuará a ser cauteloso em sua abordagem sobre a redução do estímulo da era da pandemia, reafirmando acreditar numa recuperação econômica estável nos EUA.

"Os investidores acham que um regime de juros baixos é um sinal verde para permanecerem alocados em ações e estão mais interessados em fazer parte dessa alta dramática do que temer a queda do mercado", disse Rick Meckler, sócio da Cherry Lane Investments.

O S&P 500 subia 2,6% no acumulado de agosto - período sazonalmente fraco para as ações -, e analistas do Wells Fargo disseram na semana passada que o índice deve ganhar mais 8% até o fim do ano.

Às 12h06, no horário de Brasília, o  Dow Jones subia 0,09%, a 35.486 pontos. O S&P 500 avançava 0,520694%, a 4.533 pontos, enquanto o Nasdaq ganhava 0,84%, a 15.257 pontos.

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