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    Brainard, do Fed, diz que batalhar inflação é crucial para crescimento econômico

    "Estamos vendo a retomada mais forte no crescimento e declínio no desemprego dentre qualquer recuperação nas últimas cinco décadas", disse Brainard

    Lael Brainard participa de audiência no Senado dos EUA
    Lael Brainard participa de audiência no Senado dos EUA 13/01/2022REUTERS/Elizabeth Frantz

    Por Ann Saphir e Howard Schneider, da Reuters

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    Controlar a inflação, que bateu uma máxima em quase 40 anos, é a “tarefa mais importante” que o Federal Reserve precisa enfrentar para manter a atual expansão econômica em andamento, disse a diretora do Fed Lael Brainard a um painel do Senado norte-americano nesta quinta-feira (13) em uma audiência sobre sua nomeação para se tornar vice-chair do banco central dos EUA.

    “Estamos vendo a retomada mais forte no crescimento e declínio no desemprego dentre qualquer recuperação nas últimas cinco décadas”, disse Brainard a membros do Comitê Bancário do Senado.

    “Mas a inflação está muito alta e os trabalhadores de todo o país estão preocupados com até onde seus contracheques aguentam. Nossa política monetária está focada em reduzir a inflação para 2% enquanto sustenta uma recuperação que inclui a todos. Esta é nossa tarefa mais importante.”

    A sessão com Brainard, que tem doutorado em economia e é veterana na formulação de políticas econômicas dos EUA, pode marcar o início de uma disputa partidária mais ampla e potencialmente amarga sobre a composição da diretoria do Fed, com senadores republicanos sinalizando rapidamente suas preocupações sobre sua nomeação.

    Apenas quatro desses assentos estão ocupados no momento, e as nomeações pendentes de Biden –inclusive uma para o posto de segundo vice-chair para supervisão de regulação financeira– podem promover o que ele e seus apoiadores democratas consideram que deveria ser um papel maior do Fed em questões climáticas e uma mão mais firme com Wall Street.

    Brainard, uma democrata nomeada pela primeira vez para o Fed em 2014 pelo então presidente Barack Obama e confirmada na época por 61 votos a 31, seria uma figura proeminente nesse esforço.

    Ela foi voto dissidente frequente contra medidas tomadas durante o governo do ex-presidente Donald Trump e sob o chair do Fed, Jerome Powell, para afrouxar a supervisão dos maiores bancos.

    Ela defendeu que o Fed exigisse que empresas financeiras reservassem mais capital e se mostrou preocupada com o risco de autoridades do Fed estarem para trás em relação aos pares europeus na compreensão de como as mudanças climáticas podem afetar a macroeconomia e o sistema financeiro.

    O senador Sherrod Brown, presidente democrata do comitê, abriu a audiência com um endosso notável, chamando Brainard de “mão firme” que tem ajudado a liderar o Fed durante a pandemia de coronavírus e “alguém que entende que trabalhadores, não corporações, não Wall Street” estão no coração da economia dos EUA.

    Mas o principal republicano do painel, o senador Pat Toomey, criticou duramente a “defesa” de Brainard de uma nova abordagem de política monetária do Fed que, segundo ele, gera risco de “um imposto inflacionário sobre todos os norte-americanos” para promover o crescimento do emprego para diferentes grupos demográficos.

    Toomey disse também estar preocupado com o fato de Brainard “ter defendido que o Fed moldasse a política ambiental” ao incorporar a análise climática em sua supervisão das instituições financeiras.

    Uma votação majoritária no Senado, onde os democratas exercem controle estreito, é necessária para confirmar Brainard para o posto de vice-chair.

    As observações de abertura de Brainard ficaram próximas ao roteiro de política monetária usado por Powell em sua audiência na terça-feira (11), quando ele disse que o Fed agirá conforme necessário com taxas de juros mais altas e outras medidas para garantir que a inflação retorne do atual elevado patamar para a meta de 2%.

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