Brasil e outros emergentes vivem processo de estagflação, diz instituto

Relatório do Instituto de Finanças Internacionais aponta que impactos da Covid-19 e aumento dos preços dos alimentos e da energia são os principais fatores para contexto econômico atual

Inflação elevada coexiste com uma recuperação econômica incompleta em vários países emergentes
Inflação elevada coexiste com uma recuperação econômica incompleta em vários países emergentes José Cruz/Agência Brasil

Da Reuters

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O Instituto de Finanças Internacionais (IIF, na sigla em inglês) avaliou, em relatório divulgado nesta terça-feira (19), que o Brasil e outros países emergentes vivem uma estagflação, processo caracterizado por inflação elevada e estagnação da atividade, com os preços sofrendo o impacto de choques de oferta.

O documento ressalta que, no Brasil, a atividade não tinha se recuperado de recessões anteriores quando a economia sofreu o baque da pandemia de coronavírus. O estudo apontou o México como um caso semelhante e indicou que Índia e Indonésia também se enquadram nesse cenário, porém em menor escala.

De acordo com o IIF, a inflação elevada coexiste com uma recuperação econômica incompleta em vários países emergentes, onde os níveis de produção estão bem abaixo dos patamares pré-pandemia.

O impacto da Covid-19 sobre as cadeias de abastecimento, que ainda não foram normalizadas, e o aumento dos preços de alimentos e energia, que podem não recuar a depender dos efeitos dos conflitos na Ucrânia, são os principais fatores por trás da queda na oferta, segundo a instituição.

“Concluímos que a inflação nos mercados emergentes é impulsionada por uma série de grandes choques de oferta. A atividade econômica está muito fraca para ser o principal motor das pressões sobre os preços. Se esses choques diminuem em algum momento, a inflação dos mercados emergentes pode esfriar mais rápido do que o esperado”, disseram Sergi Lanau e Jonathan Fortun, economistas que assinam o relatório.

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