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    BRCO, DEVA: 10 fundos imobiliários recomendados para investir em novembro

    IFIX tem terceira queda seguida e fecha outubro com perdas de 1,4%, enquanto Selic segue em alta e eleva expectativas para o fim do ano

    Fundos imobiliários continuam sofrendo com a alta da Selic, que atualmente está em 7,75% ao ano
    Fundos imobiliários continuam sofrendo com a alta da Selic, que atualmente está em 7,75% ao ano Getty Images

    Fabrício Juliãodo CNN Brasil Business

    em São Paulo

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    O IFIX teve nova queda e fechou o mês de outubro com perda de 1,4%. O principal índice de fundos imobiliários já havia registrado queda acumulada em setembro (1,24%) e agosto (2,63%).

    Ele continua sofrendo com a alta da Selic, que atualmente está em 7,75% ao ano e tem expectativa de continuar subindo. Analistas do mercado financeiro estimam que a taxa básica de juros deve terminar o ano em 9,25% e alcançar 10,25% ao ano em 2022, segundo o último Boletim Focus.

    Com base nesse contexto, especialistas avaliam que os fundos imobiliários podem ser beneficiados, estando alocados ao CDI ou ao IPCA para que a alta da taxa de juros e da inflação gerem bons resultados.

    A carteira

    Pensando em um cenário ainda volátil que exige cuidados na hora de investir, o CNN Brasil Business segue publicando mensalmente a sua carteira de fundos imobiliários, seguindo o exemplo da já tradicional carteira de ações, também divulgada no início de cada mês.

    No caso dos FIIs, são dez papéis selecionados a cada 30 dias com base nas recomendações das seguintes corretoras/casas de análise: Ativa Investimentos, Órama, XP Investimentos, Necton, Guide Investimentos e Investmind. Confira:

    BRCO11

    “O fundo da Bresco tem mais da metade dos contratos atípicos, com vencimento a longo prazo, o que pode trazer mais confiança ao investidor. Além disso, ele possui players de e-commerce como inquilinos, como o Magazine Luiza e o Carrefour”, diz Rodrigo Sgavioli, head de alocação da XP Investimentos. O portfólio possui ativos de alta qualidade e bem localizados, principalmente no estado de São Paulo, de acordo com o analista.

    “Acreditamos que a performance recente combinada com as diversas iniciativas da gestão voltadas ao crescimento orgânico do portfólio gerem uma janela de oportunidade atrativa para os investidores”, declara a Guide Investimentos.

    DEVA11

    DEVA11 é um fundo que pode ser explorado em novembro com a alta de inflação, segundo os especialistas. “O DEVA11 tem a proposta de ser um fundo de renda, com foco em investimentos de renda fixa, priorizando CRIs de lastro pulverizado em busca de retornos elevados por trás de uma estrutura robusta de garantias. A recomendação no DEVA tem como base o cenário ainda de aceleração de inflação”, avalia Gabriel Carvalho, gerente de produtos da Órama Investimentos.

    “Nos últimos meses vimos o IPCA atingindo variações recordes, o que beneficia diretamente os resultados do portfólio. Junto ao spread alto da carteira, o fundo deve seguir entregando dividendos acima de 1% a.m.”, diz.

    “É um fundo mais arriscado, porque tem um portfólio focado em loteamento e multipropriedade, mas como a maior parte dos contratos são indexados por IGP-M e IPCA, neste momento de repasse inflacionário será possível aproveitar bastante”, afirma Gabriel Teixeira, analista de fundos imobiliários da Ativa.

    CPTS11

    O fundo é uma das principais apostas do Guide e da XP Investimentos para novembro. Ele segue a linha de apostas em fundos de recebíveis para o mês.

    “Gostamos da estratégia de gestão ativa que o fundo propõe, tanto para alocação de recursos em CRIs, quanto para aquisição de ativos no mercado secundário (cotas de FIIs). O fundo conta com uma gestão dinâmica, multidisciplinar e de longo histórico no mercado imobiliário que oferece rentabilidade razoavelmente acima de seus principais pares do setor de recebíveis”, diz a Guide.

    CVBI11

    O fundo está na carteira da Ativa Investimentos e da Nécton por conta da exposição ao IPCA, o que pode levar a bons resultados tendo em vista o cenário de aumento da inflação.

    “É um fundo de risco médio, com maior exposição ao índice de inflação e ao CDI, o que nos leva a crer ser uma alocação bem estratégica e vantajosa para este momento”, avalia a Ativa Investimentos.

    VGIR11

    A Necton e o Órama afirmam que este fundo é interessante por ser muito alocado em CDI, com grande parte da carteira ligada ao indexador. “Com a previsão de alta dos juros, isso vai fazer esse fundo performar cada vez melhor, com os dividendos maiores e a expectativa de que a cota do fundo valorize mais para frente”, diz José Renato Navikas, analista da Necton.

    “A recomendação tem como base esse cenário de aumento de juros, considerando a concentração da carteira em operações CDI+ e o spread acima dos pares do mercado, tendo em vista a relação de risco e retorno”, diz a Órama Investimentos.

    VISC11

    O VISC11 é um bom fundo para quem aposta na alocação de shopping centers, de acordo com a Investmind.

    “Temos o VISC11 como o nosso top pick do setor por ser um fundo muito bem diversificado, com 19 shoppings em 12 estados diferentes, com boa qualidade de ativos e um ótimo time de gestão”, afirma Leonardo Alvarenga, diretor da corretora.

    “A gestão fez um brilhante trabalho na pandemia, diminuindo ou isentando alugueis com os lojistas com o objetivo de evitar o aumento da vacância de seus shoppings. Além disso, o preço das cotas no mercado secundário está bastante descontado”, diz.

    RBRY11

    Outro fundo bastante exposto ao CDI, o RBRY11 é outra aposta para surfar na alta na taxa de juros, segundo analistas da Órama Investimentos.

    “O RBRY possui um portfólio diversificado em 23 operações, com rentabilidade média de CDI + 4,97%, duranção de 2 anos e oito meses e uma razão de garantias de duas vezes o valor investido. A carteira é composta por crédito corporativo (63%), uma parcela menor em CRIs pulverizadas (27%) e os 10% restantes em CRIs. Em relação a indexadores, 42% do portfólio está atrelado ao CDI, 43% à inflação e 15% ao prefixado”, afirma a corretora.

    TRXF11

    “É um fundo com foco na distribuição de renda e dividendos aos seus cotistas através de uma gestão ativa que busca maximizar seu retorno por meio da aquisição, do desenvolvimento e da venda de imóveis locados preferencialmente para grandes empresas com contratos de longo prazo”, avaliam os especialistas da Guide.

    LVBI11

    “Incluímos esse fundo em nossa carteira porque é mais seguro, com contratos atípicos sendo que a maioria vence depois de 2025, o que traz um conforto ao investidor”, afirma Rodrigo Sgavioli, head de alocação da XP Investimentos.

    HGLG11

    “Um dos maiores fundos que nós temos de logística hoje. Possui galpões excelentes e acreditamos ser o momento de apostar em galpões logísticos, pois temos um cenário de aumento das vendas online que beneficiou muito essas locações, principalmente na pandemia”, avalia José Renato Navikas, analista da Necton.

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