‘Buscamos um texto que tenha viabilidade’, diz relator da reforma administrativa

Deputado Arthur Maia (DEM-BA), relator da proposta na Câmara, diz que "o ótimo é inimigo do bom", por isso o relatório será aquele com maior chance de aprovação no plenário

Thais ArbexWilliam Waackda CNN*

em Brasília e em São Paulo

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Em entrevista à CNN na noite desta terça-feira (21), o deputado Arthur Maia (DEM-BA), relator da proposta da reforma administrativa, afirmou que é importante que o texto tenha um projeto com mais chances de ser aprovado do que algo “muito radical”.

“Na Câmara aprendi que o ótimo é inimigo do bom. Mais importante do que modificar radicalmente a administração pública brasileira, é fazer um [texto] que tenha mais chances de ser aprovado.”

O relator disse que a reforma é um tema “extremamente difícil” e, segundo ele, como relator, não pode incluir o que deseja, e sim, buscar uma “linha média” que seja capaz de ser aprovada.

Mais ressaltou que, apesar de ter incluído no texto demandas da oposição, o grupo ainda não está a favor do texto. “Questionavam estabilidade, que era o ponto central. Mantivemos a estabilidade. O que veio do governo criava 100 mil cargos com indicação política e criava quatro regimes diferenciados, acabamos com isso. Então trouxemos para o relatório questionamentos que eram da própria oposição. Mas não tem nada que façamos que vai convencer a oposição a votar pela reforma”.

Outro ponto de discórdia sobre a proposta seria a inclusão ou não do Judiciário. Segundo Maia, ao incluir o Judiciário, é o fim das férias de 60 dias e da aposentadoria compulsória como forma de punição. “Existe algo muito favorável em incluir o Judiciário, mas existe um parecer jurídico contrário. Esse assunto divide os parlamentares”.

O deputado diz que esse assunto deve chegar a uma solução até o meio-dia desta quarta-feira (22). A votação da reforma estava prevista para esta terça-feira (21), mas foi adiada e o relatório da proposta ganhou uma terceira versão.

O relator comentou ainda sobre a avaliação sobre os servidores públicos, reforçando que será feita pela plataforma gov.br e pelas pessoas que usam o serviço público.

*Texto publicado por Ana Carolina Nunes

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