Cade aprova associação de Dreyfus, Amaggi, Cargill e outros em empresa de frete

Relator concluiu que a operação não gera efeitos anticompetitivos

Soja colhida é descarregada em caminhão em Porto Nacional
Soja colhida é descarregada em caminhão em Porto Nacional 24/03/2018REUTERS/Roberto Samora

Roberto Samorada Reuters

da Reuters

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O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, sem restrições, a associação entre Louis Dreyfus Company (LDC), Amaggi Exportação e Importação, Sartco, Cargill Agrícola e Dalablog Participações nas sociedades Carguero Inovação Logística e Serviços e Green Net Administradora de Cartão.

A Carguero, originalmente uma joint venture detida por Dreyfus e Amaggi, cada qual com 50% de participação, atua com intermediação de frete rodoviário de cargas via plataforma digital.

Já a Green Net é uma empresa quase inteiramente detida pela Dalablog e oferta serviços de pagamento eletrônico de frete e pedágios.

Por meio do contrato de investimento, os novos investidores serão, em conjunto com os originais, acionistas da Carguero, que, por sua vez, passará a deter 100% das quotas da Green Net, disse o Cade em nota nesta quarta-feira (23).

“De acordo com as empresas, o negócio é uma oportunidade para dar maior robustez às operações da Carguero, permitindo maiores investimentos em tecnologia e no desenvolvimento de ferramentas”, afirmou o Cade.

A Dreyfus, Amaggi, Cargill e Sartco operam no mercado de originação de diversos grãos e produtos agrícolas e comercialização de commodities, e a logística é fundamental no negócio.

Em dezembro de 2021, a Superintendência-Geral do Cade havia aprovado a operação sem restrições e, dias depois, a Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA), terceira interessada no ato de concentração, interpôs recurso contra a decisão.

O caso, então, foi levado à apreciação do Tribunal do Conselho, sob a relatoria do conselheiro Sérgio Ravagnani.

Em seu voto, o relator concluiu que a operação não gera efeitos anticompetitivos. O entendimento foi seguido pelo Tribunal Administrativo do Cade, que negou provimento ao recurso e manteve a decisão pela aprovação sem restrições da operação.

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