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    Cenário climático mais favorável vai impulsionar agro em 2022, diz especialista

    Sócio-diretor da MB Agro, José Carlos Hausknecht, considera que chuvas devem favorecer produção agrícola e ampliar oferta de produtos

    Vinícius TadeuProduzido por Duda Cambraia*da CNN

    São Paulo

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    O sócio-diretor da MB Agro, José Carlos Hausknecht, afirmou em entrevista à CNN nesta terça-feira (4) que o agronegócio brasileiro deve ser favorecido por melhores condições climáticas neste ano. Um estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV) projetou que o agro deve crescer 5% em 2022, impulsionando o PIB brasileiro.

    Hausknecht atribui um aumento na produção à melhora no cenário hídrico em comparação ao ano passado, quando o Brasil teve a pior crise hídrica e energética dos últimos 91 anos. “Ano passado tivermos vários problemas de clima, uma seca muito forte que prejudicou bastante as lavouras principalmente milho e cana de açúcar, Tivemos problemas com geadas que também prejudicaram bastante a produção”, disse o consultor.

    O sócio-diretor da MB Agro também afirmou que as projeções apontas pelo estudo da FGV são baseadas na expectativa de um clima mais favorável neste ano, em que teremos mais chuvas para favorecer as lavouras. De acordo com o consultor, uma melhora na produção de produtos agropecuários resulta diretamente num maior crescimento da economia e, consequentemente, do PIB nacional.

    “Quando se tem uma produção agro melhor, se acaba gerando mais necessidade de insumos, gera mais serviços e mais industrialização também. Então o agro tende sim a melhorar as perspectivas do PIB”, afirmou.

    Hausknecht ainda considerou que o agronegócio vem se modernizando cada vez mais, e que isso reflete diretamente na oferta de mais empregos. O sócio-diretor da MB Agro avalia que as colheitas estão sendo feitas com máquinas complexas e que materiais tecnológicos estão sendo mais usados nos processos agropecuários.

    Segundo o consultor, o alto preço do dólar e o câmbio elevado faz com que fique “difícil imaginarmos uma queda significativa de preços” dos produtos agrícolas. No entanto, com um aumento da produção e da oferta, Hausknecht afirma que os preços de alguns produtos podem até mesmo diminuir, mas que o esperado é que não haja nenhum aumento.

    “Em princípio nós não teremos crescimento de preços como no ano passado, com uma oferta melhor devemos ter produtos com preços inclusive menores em alguns segmentos onde prevemos um aumento de produção maior”, disse o sócio-diretor da MB Agro.

    *Supervisionada por Elis Franco

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