China deve reduzir meta de crescimento e aumentar gastos para estimular economia

Reuters

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Um dos países mais atingidos pela pandemia de coronavírus, a China deve liberar trilhões de iuanes em estímulo fiscal para reanimar sua economia, que já mostra sinais de encolhimento pela primeira vez em quatro décadas. Além disso, a meta de crescimento planejada provavelmente será reduzida, segundo fontes familiarizadas com as políticas do país.

Os gastos elevados visam estimular o investimento em infraestrutura, sustentado por até 2,8 trilhões de iuanes (394 bilhões de dólares) em títulos especiais de governos locais, disseram as fontes. A proporção de déficit orçamentário nacional pode subir para níveis recordes, acrescentaram.

É provável que Pequim tenha que diminuir sua meta de crescimento econômico para 2020, dado o impacto prolongado da pandemia, de acordo com as fontes envolvidas nas discussões de políticas internas que se recusaram a ser identificadas devido à sensibilidade do assunto.

Os líderes chineses estão considerando propostas de assessores para reduzir a até 5% a meta original de cerca de 6% acordada em dezembro, acrescentaram.

Pai e filho usando máscara na China
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Foto: Reuters
 
 
Estímulo contém queda dos índices 

Os índices acionários da China fecharam em baixa nesta quinta-feira, mas as perdas foram limitadas uma vez que investidores esperam mais medidas de estímulo das autoridades para proteger a segunda maior economia do mundo do impacto do coronavírus.

O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, recuou 1,3%, enquanto o índice de Xangai teve queda de 0,98%.

Ambos os índices chegaram a cair mais de 3% no início do pregão, somando-se às perdas globais uma vez que medidas de bancos centrais na Europa, Estados Unidos e Austrália falharam em acabar com a onda de vendas de pânico.

A relativa força de curto prazo no mercado de ações A deve-se principalmente a melhores condições de liquidez, com os participantes do mercado tendo expectativas de suporte por Pequim, disse Song Jin, analista do Nomura Orient International Securities.

Em Tóquio, o índice Nikkei recuou 1,04%, a 16.552 pontos. Já em Hong Kong, o Hang Seng caiu 2,61%, a 21.709 pontos. Os números de Xangai perderam 0,98%, a 2.702 pontos, enquanto o CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas na maior cidade da China e em Shenzhen, retrocedeu 1,30%, a 3.589 pontos.

Em Seul, o KOSPI teve desvalorização de 8,39%, a 1.457 pontos. Enquanto em Taiwan, o índice registrou baixa de 5,83%, a 86.681 pontos. Em Singapura, o Straits Times desvalorizou 4,73%, a 2.311 pontos. E em Sydney o S&P/ASX 200 recuou 3,44%, a 4.782 pontos.

 
 

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