CNC: Intenção de consumo das famílias brasileiras é a maior desde maio de 2020

Pesquisa aponta a terceira melhora seguida no índice; resultado de março deste ano atinge 78,1 pontos, mas ainda está abaixo do nível de satisfação

Iuri Corsini, da CNN, no Rio de Janeiro
Compartilhar matéria

Apesar de ainda estar abaixo dos 100 pontos, nível considerado satisfatório, a Intenção de Consumo das Famílias (ICF) referente a março deste ano chegou ao seu maior patamar desde maio de 2020 e alcançou os 78,1 pontos.

Este é também o terceiro aumento mensal consecutivo.

O índice teve crescimento de 1,8% em relação ao último mês, e de 5,9% na variação anual. Os resultados foram apresentados pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), na manhã desta quarta-feira (23).

Segundo a Confederação, o principal fator positivo de aumento do ICF foi o Emprego Atual, ou seja, o indicador de mercado de trabalho, que alcançou o nível de 102 pontos.

A percepção de melhoria na renda destas famílias chegou ao terceiro aumento consecutivo. O acesso ao crédito também foi outro fator positivo que contribuiu com este índice.

“O aumento constante da Selic, realizado pelo Banco Central como forma de controlar a inflação, encareceu o crédito e dificultou seu acesso nos últimos meses", explicou a CNC na pesquisa divulgada.

"No entanto, com a renda mais equilibrada e maior confiança na manutenção do emprego, o Acesso ao Crédito obteve em março seu segundo aumento seguido, com taxa ainda mais elevada do que a de fevereiro e corroborando a melhora da percepção dos consumidores em relação às compras a prazo."

De acordo com a CNC, apesar das percepções positivas em relação ao Acesso a Crédito e à Renda Atual, houve queda de 1,2% na Perspectiva de Consumo.

Segundo a economista da CNC, Catarina Carneiro, “o cenário externo com a guerra da Ucrânia e os desafios internos com a inflação alta fizeram os consumidores serem cautelosos em suas expectativas de consumo para os próximos meses”.

Na análise regional, não houve nenhum índice com queda mensal. O Sudeste apresentou a maior variação positiva (2,1%), enquanto o Centro-Oeste a menor (0,7%).

Porém, as famílias da região Sul foram as com mais intenção de consumo em março, com índice de 88,4% e as do Norte ficaram com o menor índice (58,8%).

Acompanhe Economia nas Redes Sociais