Com aumento do volume de chuvas, ONS enxerga cenário otimista para crise hídrica

Reservatórios fecharam o mês de setembro com volume superior ao de agosto

Beatriz Puenteda CNN

no Rio de Janeiro

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O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) apresentou novos estudos que indicam um cenário mais otimista em relação à crise hídrica: o período úmido chegou dentro do prazo esperado e não há risco de racionamento.

As informações são do levantamento divulgado na última reunião do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE). Entretanto, o operador ainda alerta que a situação requer cautela:

“A situação hidroenergética ainda é sensível à eventual frustração dos recursos considerados nesta avaliação e as medidas excepcionais que vem sendo gradualmente adotadas serão mantidas”, diz o relatório.

Pelas projeções do ONS, o aumento do volume de chuvas em algumas regiões, como o Sul, já refletiu positivamente nos reservatórios, que chegaram ao final de setembro com índices superiores ao mês de agosto. Houve uma melhora de 2,0 pontos percentuais, fechando o mês em 24,1% da energia armazenada máxima.

Para o fim de outubro e novembro, foram traçados dois cenários. O primeiro considera a flexibilizações nos níveis mínimos das usinas hidrelétricas (UHEs) Furnas, Mascarenhas de Moraes, na operação do São Francisco e no critério de segurança de transmissão para N-1, uma oferta adicional de 4.800 MWmed.

Já no segundo cenário, a única diferença é a oferta adicional de 5.900 MWmed. Em ambas as simulações feitas pelo operador, os resultados foram mais otimistas do que os apresentados anteriormente.

Além dos índices pluviométricos, o ONS atribui essa perspectiva positiva à boa adesão ao programa de Resposta Voluntária da Demanda (RVD), que já teve oferta de redução de 442MW para setembro. Para outubro, já há valores aprovados superiores a 600MW.

Também houve aumento na quantidade de água que chega na usina e que pode ser transformada em energia. Foi apontado um aumento de energia no Sistema Interligado Nacional de 10.285 MWmed para o período outubro-novembro, em relação ao cenário traçado anteriormente.

*Com supervisão de Stéfano Salles, da CNN

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