Com pagamento por aproximação, Ton, da Stone, transforma celular em maquininha

Voltada para microempreendedor, funcionalidade não requer senha e tem limite de R$ 200 por transação. Aparelho precisa ser Android e contar com tecnologia NFC

Empreendedores poderão cobrar até R$ 200 pelo celular
Empreendedores poderão cobrar até R$ 200 pelo celular Divulgação

Matheus Pradodo CNN Brasil Business*

em São Paulo

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A Ton, braço da Stone, anunciou nesta terça-feira (24) o lançamento do TapTon. Trata-se de um aplicativo para celular que possibilita a realização de pagamentos por aproximação, dispensando a tradicional maquininha.

Com isso, a marca quer garantir ao empreendedor a isenção dos valores de adesão do terminal tradicional e a possibilidade de começar a vender no mesmo instante em que acessa o app. Para o cliente, a ideia é sempre melhorar a experiência.

Caio Fiuza, sócio da Stone e responsável pelo Ton, afirma que o produto complementa a oferta da empresa e dialoga com um tipo de parceiro específico, o trabalhador autônomo.

“Temos três grupos específicos. As grandes varejistas, os clientes de balcão e os microempreendedores, que é o grupo mais difuso. Queremos melhorar a experiência do cliente, e ele vai nos mostrar qual será a utilização da nova funcionalidade”, diz.

“A representante de uma marca de cosmético, por exemplo, que tem mais de uma ocupação. Por vezes, deixou a maquininha em casa ou está sem bateria, mas se encontrou com um cliente. Ela vai conseguir concretizar a venda pelo celular.”

O TapTon é uma funcionalidade dentro do app do Ton e estará disponível para celulares com sistema Android a partir da versão 8.0 com NFC, podendo ser instalado gratuitamente.

É possível efetuar vendas de até R$ 200 sem solicitação da senha. A nova funcionalidade é certificada e já está apta a operar com Visa e Mastercard. Os comprovantes de venda podem ser enviados para o comprador via SMS, e-mail e WhatsApp.

“Sabemos que as taxas de adesão ou do aluguel de maquininhas pesam no bolso do nosso cliente, fazendo com que muitos deixem de aceitar cartões no seu negócio”, diz Fiuza.

“E hoje, mais do que nunca, quanto mais opções de pagamento ele oferece, mais vendas pode fazer, democratizando seus produtos ou serviços”, completa.

Pandemia

Desde a queda do duopólio de Cielo e Redecard há uma década, o mercado de adquirência tem passado por grandes mudanças em um curto espaço de tempo no Brasil. Hoje há mais concorrência, mais inovação e menos margens, o que traz novidades constantes para consumidores e empreendedores.

Com a pandemia do novo coronavírus, uma nova parcela da população será obrigada a empreender para conseguir meios de sobrevivência. Só no primeiro semestre deste ano, o país registrou quase 2,5 milhões de novos negócios. Considerando o mesmo período de 2020, o aumento foi de 32,76%.

“Como principal parceiro do empreendedor brasileiro, queremos democratizar o acesso aos meios de pagamento. O lançamento do TapTon é mais um importante passo que damos nesse sentido”, diz Augusto Lins, presidente da Stone.

Segundo Lins, a necessidade de manter os negócios vivos durante o isolamento imposto pela pandemia acelerou a transformação do parque tecnológico nas mãos dos empreendedores e abriu espaço a essa evolução.

Grande parte dos smartphones em mãos desses microempreendedores, segundo o executivo, já é dotada da tecnologia NFC, que permite fazer e receber pagamentos por aproximação.

“Tem desde manicure, médico, personal trainer, cuidador de cachorro, fisioterapeuta”, listou o presidente da Stone. Com o dispositivo, será possível fazer pagamentos diretamente em uma conta pessoa física, de acordo com Lins.

“A quantidade de autônomos no Brasil é enorme e o dinheiro ainda é o meio de pagamento mais utilizado. Agora vamos dar possibilidade a esse cara, que não contratava porque a maquininha demorava ou porque o custo não valia a pena.”

A solução da maquininha virtual também já está sendo implementada pela Vero, adquirente do Banrisul. O banco estadual é dominante no Rio Grande do Sul e está em busca de um sócio que apoie seu negócio de cartões na expansão para o restante do país.

*Com Estadão Conteúdo

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