Com Selic a 6,25%, quanto rende investir R$ 1.000 em poupança, Tesouro ou fundo

No curto prazo, a poupança continua mais rentável que um CDB de grande banco (que paga 90% do CDI) ou fundo DI

Investimentos; dinheiro
Investimentos; dinheiro Pexels

Tamires Vitoriodo CNN Brasil Business

em São Paulo

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O Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu aumentar a taxa básica de juros (Selic) nesta quarta-feira (22) para 6,25%, como esperava o mercado. Com a mudança, fica a dúvida: quanto rendem R$ 1.000 investidos na bolsa, na poupança, em fundos e em títulos públicos? É hora de fazer as contas.

Um levantamento feito pelo professor Michael Viriato, do Insper, a pedido do CNN Brasil Business, mostra que o investimento em um fundo de índice que replica o Ibovespa, como o BOVA11, é o mais rentável em todos os cenários analisados. Se forem investidos R$ 1.000 em um fundo do tipo, o investidor terá, ao fim de dois anos e meio, algo como R$ 1.359,43.

Mas aqui vai um alerta: retorno passado não é garantia de rentabilidade no futuro. O cálculo do professor é feito a partir de expectativas do mercado, que, por sua vez, podem ou não se confirmar. Logo, não se trata de uma recomendação de investimento.

Também é necessário chamar a atenção para a importância de uma carteira diversa. É como dizem: não coloque todos os ovos em uma cesta só. Afinal, uma classe de ativos pode compensar a outra quando não estiver indo tão bem.

Quando o assunto é investir de curto prazo, ou seja, por até seis meses, somente o CDB de grande banco (que paga 90% do CDI) e o fundo DI (com taxa de administração de 0,5%) rendem menos que a poupança. A curto prazo, o fundo de ações continua a ser o mais rentável.

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