Companhias aéreas preveem perdas menores em 2022 com recuperação à vista

Expectativa é que a demanda por viagens internacionais dobre no próximo ano e alcance 44% dos níveis de 2019

As perdas para 2021 foram revisadas para cima, estimadas em abril em US$ 47,7 bilhões
As perdas para 2021 foram revisadas para cima, estimadas em abril em US$ 47,7 bilhões Pexels

Rajesh Kumar Singhda Reuters

Por Rajesh Kumar Singh, da Reuters

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As companhias aéreas globais projetaram nesta segunda-feira (4) uma diminuição acentuada nas perdas da indústria no próximo ano com a recuperação da crise do coronavírus, que avança em diferentes velocidades, mas revisou para cima os danos financeiros impostos pela pandemia em 2020 e 2021.

A Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata, na sigla em inglês), principal órgão comercial do setor, previu que as perdas líquidas nas companhias aéreas diminuirão para US$ 11,6 bilhões em 2022, ante US$ 51,8 bilhões neste ano.

As perdas para 2021 foram revisadas para cima, estimadas em abril em US$ 47,7 bilhões. A Iata também revisou para cima as perdas em 2020 para US$ 137,7 bilhões ante US$ 126,4 bilhões previstos anteriormente.

Enquanto as companhias aéreas de todas as regiões devem ter um desempenho melhor, a expectativa é de que as da América do Norte voltem a obter lucro no próximo ano.

“Já ultrapassamos o ponto mais profundo da crise”, disse o diretor-geral da Iaya, Willie Walsh, na reunião anual do grupo. “Embora problemas sérios permaneçam, o caminho para a recuperação está aparecendo.”

Ainda assim, a Iata pediu aos governos que mantenham as medidas de apoio salarial e as oscilações de vagas até que o tráfego internacional se recupere.

A expectativa é que a demanda por viagens internacionais dobre no próximo ano e alcance 44% dos níveis de 2019. No entanto, a taxa de vacinação, bem como o levantamento das restrições de fronteira impostas pelo governo, determinarão o ritmo de recuperação.

“As pessoas… estão sendo impedidas de fazer viagens internacionais por restrições, incertezas e complexidade”, disse Walsh.

Como os governos estão vendo as vacinas como uma saída para a crise de saúde, Walsh disse que elas precisam ser disponibilizadas para quem as quiser.

A expectativa é de que a demanda por viagens domésticas atinja 93% do nível pré-pandemia em 2022 – uma melhoria de 20 pontos percentuais em relação a este ano.

O número total de passageiros deve aumentar para 3,4 bilhões no próximo ano, de 2,3 bilhões em 2021, estima a Iata, mas ficará abaixo dos 4,5 bilhões em 2019.

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