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    Confiança do comércio cai 1,2% em fevereiro, aponta CNC

    Inflação reduziu otimismo do setor no primeiro bimestre de 2022

    Comércio em São Paulo
    Comércio em São Paulo Rua comercial em São Paulo 15/7/2020 REUTERS/Amanda Perobelli

    Lucas Janoneda CNN

    no Rio de Janeiro

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    Pressionada pela inflação, a confiança do comércio brasileiro registrou uma queda de 1,2% em fevereiro, quando comparado com o mês anterior. A redução no otimismo interrompe uma tendência de alta observada desde dezembro de 2021.

    Os dados fazem parte da pesquisa divulgada nesta quarta-feira (16) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), realizada em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal.

    Em fevereiro, todos os nove fatores que regulam a confiança do comércio tiveram queda, aponta a pesquisa.

    O destaque negativo foi o de futuros investimentos no setor, que caiu 1,9% neste mês. O mesmo cenário foi visto apenas em abril de 2021, durante a segunda onda de Covid-19 no país, destacou a CNC.

    O levantamento também considera indicadores como contratação de novos funcionários, disponibilização de matérias-primas e aumento de estoque.

    A alta na inflação foi apontada como principal responsável pela redução no otimismo em fevereiro.

    A pesquisa leva em consideração a oitava alta consecutiva do indicador divulgado pelo IBGE, por meio do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). No acumulado dos últimos 12 meses, o indicador apresentou alta de 10,38%.

    O levantamento mostra ainda que o pessimismo em fevereiro é “inerente às condições operacionais e conjunturais que envolvem a atividade comercial, como os combustíveis mais caros, o reajuste dos aluguéis, o consumo morno no Brasil e os juros ascendentes”.

    No primeiro bimestre de 2021, houve diminuição de 2,7% do indicador, em função das restrições econômicas por conta da pandemia de Covid-19.

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