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    Conflito na Ucrânia pode levar inflação nos EUA a 10% ao ano, mostra análise

    Se a crise Rússia-Ucrânia levar o petróleo a cerca de US$ 110 o barril, a inflação americana ultrapassaria 10% ano a ano, de acordo com nova análise compartilhada exclusivamente com a CNN

    Pessoa conta notas de dólares em casa de câmbio em Ancara, Turquia
    Pessoa conta notas de dólares em casa de câmbio em Ancara, Turquia 11/11/2021REUTERS/Cagla Gurdogan

    Matt Egando CNN Business

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    O custo de vida nos Estados Unidos já é considerado muito alto. A crise RússiaUcrânia pode piorar ainda mais.

    Os preços do petróleo saltaram bem acima de US$ 90 o barril nas últimas semanas, à medida que o risco de uma invasão russa aumentou.

    Se a crise Rússia-Ucrânia levar o petróleo a cerca de US$ 110 o barril, a inflação nos Estados Unidos ultrapassaria 10% ano a ano, de acordo com uma nova análise da RSM compartilhada exclusivamente com a CNN.

    A economia dos Estados Unidos não registra 10% de inflação desde outubro de 1981, segundo estatísticas do governo.

    “Estamos falando de um choque real de curto prazo”, disse Joe Brusuelas, economista-chefe da RSM.

    A Rússia é o segundo maior produtor mundial de petróleo e gás natural e suprimentos globais de petróleo. E essa crise chega em um momento em que o mercado mundial de energia já está lutando para acompanhar a demanda. O JPMorgan alertou que qualquer interrupção nos fluxos de petróleo da Rússia “facilmente” enviaria o petróleo para US$ 120 o barril.

    “Aquecer a casa e colocar gasolina no carro ficará mais caro logo após a invasão russa”, disse Brusuelas, acrescentando que haverá um “choque na confiança do consumidor” e diminuição do investimento corporativo.

    Os preços do petróleo nos EUA atingiram US$ 95 o barril na segunda-feira pela primeira vez desde 2014. Mas o petróleo reverteu o curso na terça-feira, caindo abaixo de US$ 92 o barril na esperança de uma desescalada entre a Rússia e a Ucrânia.

    A taxa atual de inflação – os preços ao consumidor subiram 7,5% em janeiro em relação ao ano anterior – é a mais alta desde fevereiro de 1982. O alto custo de vida pesou muito no sentimento do consumidor, que caiu no início deste mês para uma nova baixa de uma década.

    Os preços na bomba têm sido um ponto sensível. A média nacional de gasolina comum atingiu US$ 3,50 o galão na terça-feira, acima dos US$ 3,46 de uma semana atrás, segundo a AAA.

    Brusuelas estima que um aumento de aproximadamente 20% nos preços do petróleo para cerca de US$ 110 elevaria os preços ao consumidor em 2,8 pontos percentuais ao longo dos 12 meses seguintes, elevando a inflação acima do limite de 10%. Isso contrariaria as atuais expectativas de que a inflação esfriasse gradualmente de níveis elevados.

    No entanto, o impacto para a economia em geral pode ser menos dramático.

    Brusuelas estima que um salto para US$ 110 do petróleo reduziria um pouco menos de um ponto percentual do PIB dos EUA no próximo ano.

    Ainda assim, o aumento da inflação provavelmente colocaria uma pressão renovada sobre o Federal Reserve para intensificar sua luta para manter os preços sob controle, aumentando significativamente as taxas de juros.

    “Isso faria com que o Federal Reserve acelerasse o ritmo de normalização de sua política. Você ouviria mais sobre um aumento de 50 pontos básicos”, disse Brusuelas, referindo-se a pedidos recentes para o Fed aumentar as taxas de juros em meio ponto percentual em uma única reunião pela primeira vez desde 2000.

    Este conteúdo foi criado originalmente em inglês.

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